Cavaco defende "menor exigência" para cumprir défice

O Presidente da República afirmou esta sexta-feira que Portugal "precisa que não se tenha a exigência" de cumprir "a todo o custo os défices fixados em termos monetários" e que o alargamento do prazo, agora aceite, "é elementar".

Cavaco Silva manifestou-se surpreendido "que as instituições internacionais tenham levado tanto tempo a reconhecer" que um país como Portugal precisa de "deixar funcionar os estabilizadores automáticos" para compensar os efeitos recessivos da austeridade imposta.

O Presidente, que comentava a divulgação dos resultados da sétima avaliação da troika à margem de uma visita a Vila Flor, disse depois que os cortes de quatro mil milhões de euros nas despesas do Estado só podem ser feito por via do Orçamento de Estado, proposto pelo Governo e aprovado pelo Parlamento - o que exigirá "três orçamentos": um retificativo ainda este ano, o de 2014 e o de 2015.

Cavaco Silva lembrou novamente que a UE teve um crescimento negativo em 2012 e prevê ter o mesmo resultado em 2013.

Isso "não pode deixar de envergonhar a Europa", em especial quando se comparam esses dados com os de outros blocos económicos.

Cavaco Silva, após enfatizar que "há algum tempo" já dissera que os cidadãos estavam a atingir os limites em termos de sacrifícios, assinalou que agora "outros vieram dizer" o mesmo, nomeadamente Durão Barroso.

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