Cavaco agradado com elogios de Obama a Portugal

O Presidente da República congratulou-se hoje por o seu homólogo norte-americano ter mencionado Portugal ao referir "uma mudança em sentido positivo que está a ocorrer na Europa".

"Fico muito satisfeito com isso", declarou Cavaco Silva, que sublinhou a este propósito as "certezas" que transmitiu a Barack Obama quando ambos se encontraram na Casa Branca, no início de Novembro do ano passado. Obama, por seu lado, estivera em Lisboa em Novembro de 2010.

"[Na altura, em 2011] disse-lhe que Portugal iria cumprir, que iria realizar as reformas estruturais necessárias para aumentar a competitividade e que existia um amplo consenso político à volta da implementação do acordo", recordou Cavaco. "Sublinhei muito o sentido de responsabilidade que o povo português tem vindo a evidenciar na execução deste memorando de entendimento", acrescentou.

O Presidente norte-americano, Barack Obama , considerou esta sexta-feira que os europeus, incluindo Portugal, fizeram "alguns progressos" na resolução da crise de dívida mas que há ainda "muito a fazer" para restabelecer a estabilidade financeira da Europa.

"Estamos de acordo sobre o facto de que há alguns progressos no que se refere aos acordos entre a União Europeia, o FMI [Fundo Monetário Internacional] e a Grécia (...) O novo Governo em Itália, o novo Governo em Espanha e em Portugal fizeram todos progressos importantes mas (...) há ainda muito a fazer", afirmou Obama depois de receber a chefe do Governo dinamarquês, Helle Thorning-Schmidt, uma das poucas líderes socialistas que estão no poder em países da União Europeia.

Falando aos jornalistas no Porto, à margem do Roteiro para a Juventude, Cavaco Silva, disse esperar que a aprovação definitiva do pacote de ajuda à Grécia, no Conselho Europeu dos dias 01 e 02 de março, faça desaparecer da comunicação social "a ideia de colapso da Zona Euro". A ideia, prognosticou, "vai ser enterrada".

Recorde-se que, meses antes da visita da Cavaco aos EUA, em julho de 2011, Obama afirmara sobre os EUA: "Não somos a Grécia, nem Portugal".

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