Cavaco aconselha políticos a estudar o que é 2.º resgate

O presidente da República aconselhou esta sexta-feira "alguns políticos" a "estudar" o significado de um segundo resgate a Portugal por parte da 'troika' porque tal implicaria sacrifícios "não menores" dos que os portugueses têm vindo a suportar.

Cavaco Silva, em Braga, à margem de uma visita ao mosteiro de S. Martinho de Tibães, afirmou que é "muito importante" que Portugal tenha registado um crescimento positivo e que agora é necessário "consolidar" esse crescimento.

Questionado sobre o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) que apontava a necessidade de mais sacrifícios em Portugal, o presidente explicou que o que é de "valorizar" são as nove avaliações positivas da troika a Portugal e não "relatórios de técnicos" do FMI.

"Alguns políticos ainda não estudaram bem o que significa um eventual segundo resgate. É bom que o façam", aconselhou Cavaco Silva porque, explicou, "não há a mínima dúvida que um segundo resgate implicaria sacrifícios não menores do que aqueles que os portugueses têm vindo a suportar".

Confrontado com os últimos dados do INE, que apontam um crescimento da economia Portuguesa de 0,2 % no terceiro trimestre, o Presidente da República afirmou que esta é uma notícia "muito importante" mas que não basta.

"É uma notícia muito importante, até porque no segundo trimestre Portugal tinha registado um crescimento positivo, o mais elevado de toda a União Europeia. Agora cresceu 0.2 %. Podíamos ambicionar mais mas foi maior do que o crescimento que se verificou na zona do Euro", disse.

No entanto, alertou, agora o país tem que "consolidar esse crescimento".

Já sobre o relatório do FMI que apontava a necessidade de mais sacrifícios para Portugal, Cavaco Silva optou por não o valorizar.

"Quanto ao FMI existem várias vozes: a voz da diretora geral, a voz do conselho de administração e a voz dos técnicos. Nem sempre existe consonância entre essas diferentes vozes, por isso o que devemos valorizar é que em nove avaliações o FMI sempre deu uma nota positiva", apontou.

"Em nove avaliações sempre o conselho de administração decidiu autorizar a transferência dos novos empréstimos para Portugal. É isso que devemos valorizar. Não os relatórios de técnicos", finalizou.

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