Cavaco: "A Europa não pode ceder a chantagens"

No dia D para a Grécia, o Presidente da República diz que "a Europa não pode ceder a chantagens". Mas espera que "na 25.ª hora" haja acordo com o governo de Atenas. "Seria bom para todos os países da UE".

"A Europa não pode ceder a chantagens, venham elas de dentro do seu espaço ou fora dele", argumentou o chefe do Estado, em Bucareste, numa conferência de imprensa de balanço das suas visitas de Estado à Bulgária e à Roménia, em que revelou não ter informações positivas sobre um eventual acordo entre os credores e as autoridades gregas.

No dia da reunião do eurogrupo, Cavaco Silva admitiu que a União Europeia entrou numa "área de resultados imprevisíveis" e que embora as instituições europeias estejam melhor preparadas para "um acidente (a eventual saída da Grécia da zona euro e da própria UE), alguns efeitos ocorrerão e não serão positivos".

Quanto a esses efeitos colaterais em Portugal, o Presidente seguiu o discurso do governo. "Portugal tem neste momento uma reserva de fundos financeiros para manter a economia durante, vários, vários meses".

Cavaco Silva recusou responder diretamente sobre a influência que uma eventual saída a Grécia do espaço da UE poderá ter simultaneamente nos programas dos partidos e na campanha eleitoral em Portugal. Acabou por o fazer indiretamente: "O povo português compreende bem a diferença entre a situação de Portugal e da Grécia e reconhece que os dois países seguiram caminhos diferentes na implementação dos programas de ajustamento".

E usou a realidade grega para um recado dirigido a Portugal e aos partidos que, dentro em breve, entram em campanha eleitoral. "O governo grego foi aprendendo que a realidade é diferente dos sonhos e das promessas que vão sendo feitas em campanha eleitoral".

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