Carvalho da Silva rejeita "assistencialismo de emergência como sistema de proteção social"

O ex-sindicalista Carvalho da Silva afirmou hoje que é preciso "dizer não" a quem quer "institucionalizar o assistencialismo de emergência como sistema de proteção social" em Portugal.

"Está em curso uma mudança rapidíssima em relação à politica de proteção social que criou o assistencialismo de emergência", em que "o processo em curso é o de o institucionalizar como sistema de proteção social para o futuro", sublinhou Carvalho da Silva, durante o Congresso da Cidadania, Rutura e Utopia,

"Temos de nos levantar contra isto e dizer não", declarou o académico e antigo secretário-geral da CGTP que se mostrou disponível para uma candidatura presidencial, defendendo a necessidade de "novos compromissos" para se ter um estado social moderno de direito democrático.

Paulo Morais, outro nome apontado como potencial candidato presidencial e numa intervenção centrada na denúncia e combate da corrupção, afirmou que "o atual Presidente da República deve uma de duas coisas" aos portugueses: "Ou a demissão do Governo ou, em alternativa, a sua própria demissão", por incumprimento da Constituição.

Para o antigo autarca na câmara do Porto, a violação do contrato eleitoral estabelecido pelo atual governo com os cidadãos, em 2011, coloca em causa o regular funcionamento das instituições - algo a que o Chefe do Estado está constitucionalmente obrigado a garantir.

"Como não aconteceu, cumpre-nos pugnar pelo cumprimento da Constituição", argumentou Paulo Morais.

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