Carlos do Carmo embaraça almoço socialista com ataque a Maria de Belém

A campanha do líder do PS com "um ex-primeiro-ministro preso" foi "muito difícil" e como se não bastasse "nas costas do secretário-geral apresentou-se uma candidatura a Belém".

A frase é do fadista Carlos do Carmo e foi dita hoje num almoço-comício do PS na cervejaria "Trindade" na presença de Costa - e da própria Maria de Belém, sentada a poucos lugares de distância.

Carlos do Carmo não pronunciou o nome da ex-ministra da Saúde mas toda a gente na sala entendeu que era para ela que o fadista falava.

Explicando que "os artistas abrem-se de uma forma diferente", Carlos Carmos afirmou ainda que "foi muito difícil a António Costa fazer uma campanha com um ex-primeiro-ministro preso" e "com camaradas do partido a deitá-lo sistematicamente abaixo".

"Não sou militante do PS nem simpatizante - mas também não sou antipatizante", disse ainda o fadista, pedindo às "pessoas do PS que coloquem o País acima do partido".

Antes de Carlos Carmo discursou o presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina. Com dois ex-Presidentes da República presentes na sala - Mário Soares e Jorge Sampaio -, Medina dirigiu-se especialmente aos que pensam votar PCP e BE.

"Catarina Martins e Mariana Mortágua são muito simpáticas. É verdade. Mas as eleições não são um concurso de beleza nem um concurso de simpatia", disse.

"A pergunta que temos de fazer aos eleitores [do PCP e o BE] é: 'Vocês acham que com a proposta de combate à moeda unica acham que a vossa vida vai melhorar?", afirmou.

António Costa encerraria a parte dos discursos, antes de o almoço começar a ser servido - mas foi forçado a interromper devido a um problema de voz.

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