Capucho duvida que Governo "vingue muito mais tempo"

Social-democrata defende que o acordo firmado entre PSD e CDS "apresenta novidades positivas" na orgânica do Executivo, mas não crê que este sobreviva muito tempo "se não adotar uma estratégia para atenuar a austeridade" e "combater o desemprego"

António Capucho comentou este sábado, na rede social Facebook, o acordo alcançado pelo PSD e pelo CDS que visa colocar um ponto final da crise política instalada no País, desde a demissão de Vítor Gaspar e que também esteve perto de provocar a saída de Paulo Portas. O social-democrata salienta que "no plano formal" o entendimento anunciado pelo primeiro-ministro "apresenta algumas novidades positivas na orgânica do Governo" e "novos protagonistas de reconhecida qualidade", mas sublinhou que não crê que o Executivo "possa vingar por muito mais tempo se não adotar uma estratégia para atenuar a austeridade, desenvolver a economia e combater o desemprego".

No texto intitulado "A 'reconciliação' entre Passos Coelho e Paulo Portas", o ex-ministro, que tem sido muito crítico da liderança de Passos Coelho e que corre mesmo o risco de ser afastado do partido por ser candidato à Assembleia Municipal de Sintra na lista de Marco Almeida contra a candidatura de Pedro Pinto, suportada pelo PSD, lembra que sempre defendeu publicamente que o líder do CDS-PP "devia ser o número dois do Governo" e também que os "ministérios de Miguel Relvas, Assunção Cristas e Álvaro Santos Pereira deviam ser cindidos".

Por isso, vê com bons olhos as correções que têm vindo a ser veiculadas pela comunicação social e que, alegadamente estarão a ser apreciadas pelo Presidente da República, nomeadamente as possíveis escolhas de António Pires de Lima para a pasta da Economia e de Jorge Moreira da Silva para tutelar o Ambiente e a Energia, mas lamenta que estas tenham "demorado dois anos".

"Veremos se o Governo consegue apagar a péssima imagem que proporcionou na horrível semana política agora finda e enveredar por novos caminhos credíveis e eficazes para o combate à crise. Sinceramente, creio que a fasquia é muito alta e as expectativas muito baixas ", sentenciou.

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