CAP quer que medidas "não sejam tão violentas para os trabalhadores"

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal disse hoje que os parceiros sociais estão "totalmente abertos" para encontrar medidas que possam "cumprir os objetivos que o Governo propôs", mas que "não sejam tão violentas para os trabalhadores".

Em declarações aos jornalistas no Palácio de Belém, no final de um encontro com o Presidente da República, João Machado referiu-se ao anúncio das alterações à Taxa Social Única e ao diferendo na coligação que suporta o Governo para sublinhar que "Portugal não aguentaria uma crise política em cima de uma crise económica, financeira e agora já social".

"Uma crise política era o pior que nos poderia acontecer, temos de ter a responsabilidade de não trilhar o caminho da Grécia", afirmou o presidente da CAP, salientando que "a contestação social não é desejável num país que está na situação financeira e económica que Portugal tem" e que "é preciso que os atores políticos tenham isso em atenção".

Machado criticou a "falta clara do Governo" ao "não discutir com os parceiros sociais as medidas" que anunciou, mas defendeu que é preciso "recuperar esse tempo" e começar já a discutir alternativas, já que o aumento da TSU "imposta aos trabalhadores é uma matéria que preocupa, que nem sequer é desejável para as empresas e reduz em muitos milhões de euros o mercado interno".

"Iremos comunicar ao Governo mais uma vez na concertação social que é desejável que esta medida fosse repensada, mesmo que seja à custa daquilo que é o abaixamento da TSU para as empresas, estamos dispostos a repensar esta competitividade que nos é dada agora pelo Governo, em nome de uma maior coesão social", afirmou.

O líder da CAP adiantou já ter pedido uma audiência ao primeiro-ministro e que antes deste encontro e da reunião da concertação social "não rasgará" o acordo tripartido.

Para João Machado, o objetivo passa por "alterar estas medidas de maneira a que elas possam cumprir os objetivos que o Governo propôs mas ao mesmo tempo não sejam tão violentas para os trabalhadores e consigam aumentar a competitividade das empresas".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG