Candidatura de Menezes deu dinheiro a uma idosa

O número dois de Luís Filipe Menezes afirmou hoje que será dada conta ao Ministério Público dos factos "ardilosamente construídos para tentar denegrir" a candidatura à Câmara do Porto, garantindo que só foi dado dinheiro a uma idosa doente.

Num comunicado lido na sede de campanha de Luís Filipe Menezes, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas que haviam sido convocados para uma conferência de imprensa, Amorim Pereira reagia a uma notícia avançada hoje pelo jornal Público, intitulada "Luís Filipe Menezes paga rendas a moradores de bairros pobres do Porto".

"Esta notícia, que é aliás suportada por um editorial da redação que não abona, traduz de forma que temos que considerar objetivamente infame e não verdadeira uma realidade que nunca aconteceu nem nunca poderia ter acontecido", afirma.

De acordo com o comunicado, Luís Filipe Menezes, em toda a campanha eleitoral, "nunca prometeu ou concretizou tomar atitudes como aquelas que são relatadas pelo jornal Público", confirmando, no entanto, que "uma única vez" na qual o candidato e a comitiva foram confrontados com uma situação em que uma "idosa doente" necessitava de "comprar medicamentos no valor de 250 euros com caráter de urgência".

"Acresce que nesse mesmo dia tinha, sem falta, de liquidar duas pequenas contas da fruição da sua casa, o que lhe impedia de comprar esses ditos medicamentos. Face a esta situação, única e particularmente tocante e dramática do ponto de vista humano -- como todos concordarão - os elementos da comitiva em apreço decidiram quotizar-se entre si para pagarem essas duas contas, uma no valor de 49,99 euros e outra no valor de 84,44 euros", descreve, acrescentando que estes valores foram pagos por transferência bancária, com data de segunda-feira.

Na opinião da candidatura de Menezes, "o desespero de quem não sabe lidar com a democracia ou com a vontade do povo, e de quem vê todos os seus argumentos esbarrarem contra essa vontade, abre a porta a este caminho de desvario insensível e irresponsável".

"Desses factos, e de outros que ardilosamente têm sido construídos -- disso temos indícios - para tentar denegrir esta candidatura vitoriosa, daremos conta de imediato aos diversos órgãos de soberania competentes, nomeadamente, ao Ministério Público", avança.

Amorim Pereira criticou "a tomada de posição de personalidades que, tomando por verdade uma notícia falsa e de contornos algo capciosos, se deviam resguardar no recato e na circunspeção coerentes com as responsabilidades que exercem".

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