Câmaras ainda devem mais de 200 milhões do Euro 2004

É uma despesa tão difícil de compreender como a lei do fora de jogo, para aqueles que não gostam de futebol, ou um investimento tão justificado como um ponta de lança eficaz, para um adepto fanático?

Não há opiniões - nem números - lineares quando se fala do Euro 2004. Dez anos depois das primeiras inaugurações dos estádios da prova, as nove câmaras anfitriãs ainda estão no top 30 das mais endividadas do País (segundo o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses), há mais de 200 milhões de euros de dívida bancária e a fatura ainda levará quase mais duas décadas a pagar.

Os adeptos nacionais não esqueceram o Campeonato da Europa do contentamento descontente de Portugal (pela primeira vez, a seleção foi finalista da prova, mas acabou derrotada em casa pela Grécia). Por razões diferentes, as autarquias nele envolvidas também não o podem esquecer: as contas vão continuar a aparecer. A Câmara Municipal de Aveiro ainda tem dívidas bancárias de 25 milhões de euros. O Porto deve 26,6 milhões. Guimarães e a associação Faro-Loulé têm faturas equivalentes: mais de 15,5 milhões de euros cada. Em Leiria, as obras do Euro valem 75% da dívida municipal: 42 milhões de euros. E, embora Braga, Coimbra e Lisboa tenham preferido não responder às questões feitas pelo DN, o teor conhecido do seu endividamento atira a soma total da dívida bancária das obras do Euro 2004 para lá dos 200 milhões de euros - só na Cidade dos Estudantes faltava pagar 30 milhões de euros e na congénere minhota estima-se que a amortização anual de seis milhões de euros dure até à próxima década.

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