Cabe ao Governo resolver eventuais incompatibilidades

Mário Soares afirmou na sexta-feira que cabe ao Governo resolver a polémica sobre eventuais incompatibilidades nas nomeações de António Borges para desempenhar funções de consultadoria da Parpública e como administrador não executivo da Jerónimo Martins.

"Acho que quem o chamou tem de resolver", disse o ex-Presidente da República à agência Lusa, acrescentando que não sabe se há, ou não, incompatibilidades que impeçam o exercício dos dois cargos em simultâneo.

O antigo Presidente da República e primeiro-ministro falava aos jornalistas no final de uma sessão de apresentação do livro "Um político assume-se", um ensaio autobiográfico e ideológico de Mário Soares, que decorreu sexta-feira à noite no Externato Frei Luís de Sousa, em Almada.

Questionado pelos jornalistas sobre as considerações do atual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, sobre o ex-primeiro-ministro José Sócrates, no livro "Roteiros VI", que reúne as principais intervenções públicas do Chefe do Estado, Mário Soares escusou-se a fazer qualquer comentário.

"Tenho um princípio que sigo: nunca falo dos meus antecessores nem dos meus sucessores, porque isso tem sempre um ar de ressentimento. E eu não sou uma pessoa ressentida", disse Mário soares.

Referindo-se àquele que é o seu último livro publicado, Mário Soares afirmou tratar-se de um livro que começa por relatar como entrou na política ainda jovem e em que explica todo o seu percurso e porque razão é um político que se assume.

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