Bruxelas "deixou claro" que empresa pagava 181 milhões ou fechava

A Comissão Europeia "deixou claro" desde o início que Portugal devolvia os 181 milhões de euros qualificados como ajudas de estado aos estaleiros de Viana ou encerrava a empresa, afirmou esta terça-feira o presidente da holding estatal das indústrias de Defesa.

"Era muito clara a mensagem" dada pela Direção-Geral da Concorrência europeia: "Ou devolvem os 181 milhões de euros ou damos a possibilidade de criar alguns remédios" que permitam fazer "a descontinuidade económica entre a [empresa Estaleiros Navais de Viana do Castelo] que tem de ser liquidada e um novo operador", frisou Vicente Ferreira.

Falando perante a comissão parlamentar de Defesa, Vicente Ferreira foi taxativo ao repetir que Bruxelas "nunca deu alternativa" à devolução de 181 milhões de euros pelos estaleiros que fosse diferente da "alienação de todos os ativos, a rescisão dos contratos da totalidade de todos os trabalhadores" e ainda um outro "conjunto de medidas difíceis de realizar" e que não especificou.

Vicente Ferreira disse ainda que Bruxelas "queria impor um calendário muito curto" na resolução desse processo, mas que foi possível negociar um prazo mais dilatado.

O 'ferry' Atlântida, rejeitado pelos Açores, é um dos ativos da empresa de Viana a alienar, mas Vicente Ferreira considerou que a Empordef "não pode vender" o navio.

Em relação aos dois navios asfalteiros oara a Venezuela, Vicente Ferreira explicou que o contrato está em vigor após a renegociação dos prazos de entrega com as autoridades venezuelanas, com quem está também a ser negociada a possibilidade de essa construção ser feita em Viana após o subconcessionario, Martifer, assumir a responsabilidade pelos terrenos e infraestruturas locais.

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