BPN: Governo não vê inconveniente em que haja escrutínio

O primeiro-ministro disse hoje que "o Governo não vê nenhum inconveniente em que possa haver um escrutínio a todo o processo" de nacionalização e reprivatização do BPN, não conhecendo "ainda a decisão que o Parlamento tomou nessa matéria".

No final da cerimónia de comemoração dos 20 anos da introdução da Bioética Científica em Portugal, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Pedro Passos Coelho foi questionado pelos jornalistas sobre tinha ficado satisfeito com o consenso alcançado em relação à comissão de inquérito do BPN (Banco Português de Negócios).

O chefe do Governo respondeu que não conhecia "ainda a decisão que o Parlamento tomou nessa matéria", sublinhando que se tratou "de iniciativas dos grupos parlamentares".

"No que respeita ao Governo, a única coisa que posso dizer é que o Governo não vê nenhum inconveniente em que possa haver um escrutínio a todo o processo que conduziu à nacionalização e depois à reprivatização do BPN", afirmou.

Segundo o primeiro-ministro, para o Governo "era importante que esse escrutínio, no que toca à reprivatização, não dificultasse a própria reprivatização".

"Quer dizer, pudesse ser um escrutínio feito na medida em que essa operação pudesse estar concluída, para que então, sim, se pudesse escrutinar o que fosse de escrutinar. Espero que tenha sido essa a decisão do Parlamento, mas, como lhe digo, ainda não sei", concluiu.

Os líderes parlamentares decidiram na quinta-feira, por consenso, dar procedimento à iniciativa potestativa do PS de constituição imediata de uma comissão de inquérito à gestão e reprivatização do BPN, anunciou a presidente da Assembleia da República.

Assunção Esteves adiantou que foi redigido um texto que faz convergir os objetivos desta iniciativa do PS, que é também assinada por PCP, BE e PEV, com os objetivos da proposta de comissão de inquérito apresentada pela maioria PSD/CDS-PP.

A presidente da Assembleia da República comunicou estas decisões aos jornalistas no final de uma reunião extraordinária dos líderes parlamentares que durou cerca de três horas e meia.

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