Borda D'Água para perceber estratégias do Governo

O deputado comunista Bruno Dias apresentou hoje o almanaque Borda D'Água, que inclui previsões meteorológicas, como "elemento central da estratégia do Governo", levando à gargalhada a comissão de economia, incluindo os ministros e secretários de Estado.

(Veja o vídeo a partir do minuto 2:00)

Na sua intervenção, Bruno Dias questionou qual seria a estratégia do Governo para os próximos tempos e resolveu exibir o Borda D'Água para prever o que irá acontecer nos próximos meses, citando as previsões meteorológicas da revista, provocando a gargalhada por todos os deputados, ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, secretários de Estado, assessores e jornalistas.

"Agora compreendo as declarações [do ministro das Finanças] Vitor Gaspar [na semana passada no Parlamento], que tem em conta o Borda D'Água na leitura que o Governo faz do investimento privado", sendo o "elemento central da estratégia do Governo", sublinhou o deputado comunista em tom de brincadeira.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar tinha afirmado a 6 de junho que o comportamento do investimento seria "muito preocupante" e que foi prejudicado pelas "condições meteorológicas" no primeiro trimestre do ano.

"Naturalmente, o comportamento do investimento é muito preocupante, sendo, no entanto, que o investimento no primeiro trimestre deste ano é adversamente afetado pelas condições meteorológicas nos primeiros três meses do ano que prejudicaram a atividade da construção", disse na altura Vítor Gaspar.

Depois deste episódio, Bruno Dias referiu que "previsões meteorológicas à parte", acusou o Governo de não saber qual o impacto do chamado super pacote fiscal e perguntou qual o número de empresas abrangidas e qual o valor global do investimento que se prevê que possa beneficiar do novo regime.

Ao que o ministro da Economia respondeu que o PCP não contasse com o Governo para fazer "números propagandísticos sobre as empresas que vão ser criadas", acrescentando que "mais do que um Comité Central para o investimento", o Executivo quer é dar um incentivo ao investimento.

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