"BES que existe deixa de ser banco a partir de amanhã"

Comentador fala num "novo esquema", que assegura que os contribuintes não tenham de pagar pelo colapso dos bancos, e garante que os "depositantes e obrigacionistas não serão lesados".

Marcelo Rebelo de Sousa adiantou no habitual comentário dominical no Jornal das 8, da TVI, que a solução que o governador do Banco de Portugal vai anunciar passa por um "novo esquema" baseado no mecanismo único de resolução dos bancos. De acordo com ex-líder do PSD, "o BES que existe deixa de ser banco a partir de amanhã [segunda-feira]", uma vez que "deixa de ter licença bancária".

De acordo com o professor, o "banco mau", que será criado com os ativos designados tóxicos, vai entrar em "liquidação". Esse banco aglomerará as dívidas, nomeadamente em relação ao Grupo Espírito Santo, bem como as posições nas unidades na América e no Dubai, às quais se juntará a do BES Angola.

O comentador observou que o novo banco - que terá um novo nome - vai ter apenas um acionista, o fundo de resolução da banca, e disporá de cerca de 400 milhões de euros. Contudo, como essa verba será insuficiente, acrescentou, "pedirá um empréstimo ao fundo de recapitalização da banca", a linha que a troika deixou disponível para financiar o setor e que o Governo tinha de reserva.

Para esse novo banco passarão "os depósitos, os funcionários e as contas de todos, exceto dos antigos gestores e responsáveis", destacou.

Marcelo Rebelo de Sousa falou também da escolha do comissário português em Bruxelas e frisou que Maria Luís Albuquerque "deu um bom sinal" ao optar por continuar no Governo português e afirmou ainda estar convicto de que "Portugal não terá uma grande pasta" no novo executivo comunitário, liderado por Jean-Claude Juncker.

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