BE sai da Convenção sem líder. Atuais coordenadores em vantagem

Moção de orientação política de Catarina Martins e João Semedo obteve mais oito votos que a de Pedro Filipe Soares, mas só a Mesa Nacional - na qual houve um empate entre as duas listas - decidirá a futura coordenação.

Feitas e refeitas as contas, o Bloco de Esquerda (BE) sai da sua IX Convenção sem eleger o novo ou os novos coordenadores. Isto porque, apesar de a moção U, de Catarina Martins e João Semedo, ter obtido 266 votos dos delegados, mais oito que a moção E, de Pedro Filipe Soares, o empate na corrida à Mesa Nacional obriga a que haja negociações para definir a futura liderança.

Na votação para o órgão máximo entre convenções, verificou-se um empate entre as duas candidaturas (259 votos), obrigando a negociações entre as duas partes e até com os candidatos da lista B e da lista R.

Seja como for, a reunião magna do BE, que decorre em Lisboa, expressou uma tendência, ou seja, Catarina Martins e João Semedo deverão socorrer-se do argumento de que a sua linha de orientação política colheu mais apoios no conclave - o que até lhes poderá conferir maior poder negocial para inclinar a decisão da Mesa Nacional a seu favor.

Na contagem de espingardas, tudo esteve bastante equilibrado desde o início, mas, apesar da ligeira vantagem do líder parlamentar no que respeita ao número de delegados, a atual liderança inverteu a tendência na apreciação das moções de orientação política.

Para a história ficará uma Convenção em que o pavilhão do Casal Vistoso foi palco de duros ataques entre a tendência Socialismo (dos atuais líderes) e a tendência Esquerda Alternativa (de Pedro Filipe Soares e Luís Fazenda).

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