BE fala em "prémio político" por Carlos Costa ter sido "testa de ferro" do governo

Mariana Mortágua recorda "opiniões muito críticas do PSD e do CDS" ao governador. E diz que a recondução se deve ao facto de o supervisor ter assumido responsabilidades do executivo em relação ao BES.

O Bloco de Esquerda (BE) considera que a recondução de Carlos Costa por parte do governo não é mais que um "prémio político" e defende que com esta nomeação PSD e CDS conseguem ter "um Presidente da República, uma maioria, um governo e um governador do Banco de Portugal".

Foi a deputada Mariana Mortágua a falar em nome dos bloquistas, no Parlamento, vincando que esse "prémio político" se deve a Carlos Costa ter assumido, na derrocada do BES/GES, responsabilidades do executivo. Um "testa de ferro", classificou, antes de referir que essa posição permitiu ao executivo PSD-CDS "lavar as mãos" do processo.

De caminho, a deputada lembrou que Carlos Costa sabia dos prejuízos do banco desde 2013, falhou no plano de "blindagem" do banco em relação ao grupo, que ainda não se sabem os custos da resolução aplicada no verão do ano passado e ainda que falta dar uma resposta aos lesados, em particular os que adquiriram papel comercial de empresas do GES à beira da rutura.

Por isso, Mariana Mortágua rematou dizendo que o PSD fez "um recuo estratégico para acompanhar uma decisão unilateral do primeiro-ministro".

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