BE: Extensão de prazos e regresso aos mercados são "campanha de mistificação"

O coordenador do Bloco de Esquerda (BE) afirmou que o pedido de prolongamento dos prazos da dívida à "troika" e o regresso aos mercados, hoje noticiados, são uma "operação de mistificação das contas públicas" de Portugal.

"As notícias hoje conhecidas não trazem qualquer alívio aos portugueses. A austeridade, os impostos, os cortes nas pensões, os cortes no Estado social são para continuar. O défice é virtual, o regresso aos mercados é artificial. Resulta apenas de a dívida ser maior do que quando o programa da 'troika' começou", disse João Semedo, na Assembleia da República.

O deputado bloquista disse mesmo tratar-se de uma "campanha de mistificação sobre contas públicas" do país porque "o regresso aos mercados é um regresso através de uma operação particular que não representa a recuperação da soberania financeira de Portugal".

"O país encontra-se numa espiral recessiva. O BE reafirma necessidade de o país se libertar do programa da 'troika'. Isto não resulta de decisões do Governo português, mas do contexto europeu que é favorável à descida das taxas de juro", concluiu, apresentando outros casos como os da Irlanda, de Espanha e de Itália.

De acordo com a Agência Bloomberg, o Tesouro português terá mandatado os bancos Barclays, BES, Deutsche Bank e Morgan Stanley para liderar a colocação de uma linha sindicada com maturidade a cinco anos e com um cupão de 4,35%.

Entretanto, o ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, anunciara já que Portugal vai pedir uma flexibilização das condições de pagamento do empréstimo da 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia).

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