BE e PCP criticam Gaspar, PSD não entende polémica

Ministro das Finanças "finge que acredita que o acordo é possível de cumprir", acusam à esquerda. Sociais-democratas dizem que cenário só é equacionado se mercados permanecerem fechados em 2013

O Bloco de Esquerda e PCP reagiram criticamente às palavras de Vítor Gaspar em conversa com o seu homólogo alemão, em que este admite a possibilidade da Alemanha aceitar uma flexibilização do programa de ajuda a Portugal. Da maioria, o PSD volta a insistir - na linha dos argumentos que o ministro das Finanças apresentou ainda ontem à noite - que a conversa tem outro contexto que aquele que lhe foi dado.

O deputado do PSD, Miguel Frasquilho, diz não compreender esta polémica. "O que resulta é que, na data em que está previsto que Portugal regresse aos mercados e estes continuarem fechados (recordo que é setembro de 2013), se não houver essa possibilidade, então aí as entidades internacionais estão disponíveis para prolongar ajuda", afirmou. Para sublinhar que, nessa altura e nesse caso, "a ajuda será bem-vinda".

Frasquilho admitiu que "coisa bem diferente seria se tivéssemos ajuda já". Isso sim, disse o deputado social-democrata, "minaria a nossa credibilidade".

Para o deputado do BE, Pedro Filipe Soares, em Portugal Vítor Gaspar "finge que acredita que o acordo é possível de cumprir", quando em Bruxelas passa outra ideia. O ministro "vai para os corredores de mão estendida", acusou o deputado bloquista.

Agostinho Lopes, do PCP, diz que "o primeiro-ministro depois do que disse nestes dias já não deve ter língua". "Todas as medidas, todos os programas, todos os planos são definitivos até serem alterados pressionados pelas políticas deles próprios", apontou o deputado comunista. Que fez questão de rematar que "o povo português não deve agradecer porque a receita sempre mais austeridade".

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