BE ainda sem líder. E há quem exija uma "direção coletiva"

Convenção bloquistas termina com empate. Mesa Nacional vai escolher o(s) coordenador(es). Moções minoritárias pedem regresso às origens.

Feitas e refeitas as contas, o Bloco de Esquerda (BE) acordou esta segunda-feira sob um clima de maior incerteza do que aquele em que estava antes da IX Convenção, que decorreu em Lisboa. A divisão interna ganhou uma nova dimensão graças um empate inédito. Se os bloquistas já tinham inovado quando, em 2012, saíram da sua reunião magna com uma liderança bicéfala, este domingo voltaram a surpreender toda a gente ao terminarem os trabalhos sem... coordenador.

Isto porque na corrida à Mesa Nacional, a lista E, encabeçada por Pedro Filipe Soares, teve os mesmos 259 votos que a U, dos coordenadores Catarina Martins e João Semedo, baralhando o xadrez político do partido. Ora, a Mesa Nacional, órgão máximo entre convenções, tem como competência eleger a Comissão Política e, por extensão, os líderes do partido. No próximo domingo, haverá a primeira reunião, com o equilíbrio de forças a baralhar ainda mais as contas. Catarina Martins e João Semedo (moção U) têm 34 elementos, tal como Pedro Filipe Soares (moção E). Para o desempate serão decisivas as duas outras moções, a B (sete membros eleitos), e a R (com quatro).

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