BE aguarda conclusões da ERC

O Bloco de Esquerda (BE) aguarda as conclusões da investigação da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) às "alegadas pressões ilícitas" sobre o jornal Público e só depois analisará se exigirá consequências políticas, disse hoje Francisco Louçã.

Manifestando preocupação com "tudo o que tem que ver com a liberdade de imprensa", Francisco Louçã disse que o BE vai aguardar pelas conclusões da investigação e só depois avaliará se há consequências políticas a exigir.

"Lamentamos a teimosia do PSD e do CDS que impediram Miguel Relvas de ir ao Parlamento, eu sei que a ERC está a fazer uma investigação, vamos esperar pelas conclusões dessa investigação e aí tirar as conclusões políticas necessárias", afirmou, em declarações aos jornalistas na sede do BE.

O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas foi ouvido na ERC na manhã de hoje no âmbito de uma investigação sobre o "caso das alegadas pressões ilícitas sobre o jornal Público", segundo refere a ERC na sua página na Internet.

" saída da audição, Miguel Relvas referiu que nunca exerceu pressões sobre o Público e disse estar de consciência tranquila, acrescentando ainda que um governante está sempre disponível para ir ao Parlamento.

O conselho de redação do jornal Público afirmou em 18 de maio que o ministro dos Assuntos Parlamentares ameaçou queixar-se ao regulador do setor, promover um "blackout" de todos os ministros àquele diário e divulgar, na Internet, dados da vida privada de uma jornalista, se fosse publicada uma notícia sobre o caso das secretas.

PS e PEV propuseram a audição de Miguel Relvas no Parlamento, mas os pedidos foram rejeitados pela maioria PSD/CDS-PP, com este partido a defender que o adiamento dos requerimentos para depois das conclusões da ERC.

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