Basílio e Assis pedem "vitória clara" para socialistas

Em Viseu, o antigo deputado do CDS, agora nas fileiras do PS, foi atacar a política do atual Governo. Já o cabeça de lista do partido deixou elogios a uma "direita que tem noção de decência".

Basílio Horta sente-se "duplamente em casa": está em Viseu, distrito por onde foi eleito durante anos deputado do CDS, e está "no PS". O antigo fundador centrista, ex-deputado independente na bancada socialista e que reconquistou a autarquia de Sintra para o PS foi a Viseu dar uma ajuda ao seu "amigo" Francisco Assis.

E ao amigo deixou o pedido de uma "vitória clara", na noite de 25 de maio, porque "não pode ser uma vitória qualquer, tem de ser uma vitória onde o povo português chega e diz basta".

O "basta" é necessário, defendeu Basílio, porque "não é este o Estado" que está a ser construído que os portugueses querem. Antes tinha recordado as duas crises financeiras que o País viveu (em 1978 e 1983-84) para afirmar que, então, os políticos e governantes não colocaram em causa "o tecido social". "Porque havia princípios, não queríamos uma sociedade fraccionada."

O antigo dirigente democrata-cristão deixou outra ideia. "Não queremos uma sociedade em que os pobres são cada vez mais pobres e os ricos podem ser cada vez mais ricos", apontando o dedo "às empresas que pagam impostos na Holanda".

Depois, Francisco Assis, que também pediu a mesma "vitória clara", retomaria estas críticas, para sublinhar - quando falou do Serviço Nacional de Saúde (SNS), por estar na sala o antigo ministro socialista da Saúde, Correia de Campos, e agora eurodeputado - que "hoje o SNS é um dos maiores fatores de correção de desigualdades em Portugal".

No mesmo auditório do Instituto Politécnico em que, em janeiro de 2013, no encerramento de umas jornadas parlamentares do PS, António José Seguro reconhecia "sem esforço que existe uma ala social-democrata no PSD", que defende o Estado Social, ao contrário do "radicalismo ultraliberal do primeiro-ministro", agora foi Francisco Assis que sublinhou que "há uma parte da direita portuguesa que também foi importante no contributo para o Estado previdência". "Há uma direita que tem noção de decência."

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