'Atlântida' navega mais depressa do que o anunciado

Os últimos testes de mar realizados ao ferry Atlântida, construído pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), provaram que o navio atinge uma velocidade superior à contratualmente prevista, anunciou o Governo esta quarta-feira.

O secretário de Estado da Defesa, Paulo Braga Lino, informou a Comissão parlamentar de Defesa que guardou os registos dos testes de mar comprovativos de que o ferry atinge velocidades superiores aos 19 nós - e cuja alegada incapacidade de serem atingidos levou à rescisão do contrato de aquisição pelo Governo regional dos Açores.

O governante revelou desconhecer onde estão ou quais são os registos dos testes de mar em que se fundamentou a referida rescisão de contrato (com base na impossibilidade do navio atingir a velocidade contratualizada).

Mas mesmo que isso fosse verdade, adiantou Braga Lino, os meios técnicos de que o navio dispõe para atracar - dispensando a ajuda de rebocadores - permite compensar os eventuais atrasos decorrentes da falta de velocidade (menos dois nós) contratualizada.

Na prática, "os contribuintes estão a pagar duas vezes o navio: pagaram o Atlântida e agora estão a pagar o frete dos navios" alugados pela empresa pública açoriana para substituir os dois 'ferries' construídos pelos ENVC.

Segundo o secretário de Estado, "causa estranheza o acordo" feito pelos ENVC e pelo Governo dos Açores que levou á rescisão do contrato - em que os estaleiros ficaram com os navios e ainda tiveram de pagar uma indemnização de várias dezenas de milhões de euros.

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