Arruada em sprint e uma onda azul e laranja ainda suave

VÍDEO. Coligação reage ao chumbo do orçamento anunciado por Costa e insiste que PS esclareça corte de 1020 milhões nas prestações.

No dia em que duas sondagens davam resultados distintos à coligação, a máquina laranja-azul reforça a convicção de que a campanha das próximas duas semanas será decisiva, mas Passos Coelho ainda permanece em ambientes "protegidos". Com quase nenhum contacto direto com a população, o presidente do PSD limitou ontem as ações de campanha ao almoço e ao jantar com apoiantes e a encontros seletivos, com representantes de setores económicos e sociais. Com Paulo Portas, bem mais à vontade nas ruas, Passos, embora se esforce, mostrando-se sempre muito interessado nas explicações dos interlocutores, tem mais dificuldade em brilhar.

Nas intervenções mais extensas, um fala, outro acrescenta, por vezes repetem-se. Um cumprimenta quem pode na rua, outro pouco o faz. Um está mais descontraído, outro menos. O palco no terreno da "maratona" de campanha da coligação Portugal à Frente (PàF) é, sem dúvida, mais ocupado por Paulo Portas do que por Passos Coelho. Pelo menos, ontem, talvez porque os temas a dominar o dia fossem o core bussiness de Portas - agricultura e segurança social - Passos não se mostrou tão à vontade. Numa suposta arruada em Tomar, na qual a comitiva, quase em sprint, percorreu os pouco mais de 200 metros da rua Serpa Pinto, Paulo Portas chegou a ter de puxar Passos Coelho para cumprimentar duas senhoras que lhes acenavam sorridentes, à porta de uma loja. Por duas vezes, pelo menos, o dirigente centrista saiu e ficou para trás, da comitiva, para ir ao encontro de populares que manifestavam o seu apoio.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.