Arrancou o último congresso de Carvalho da Silva

O rosto da central sindical em 25 anos despede-se ao fim desta manhã com uma intervenção. Os trabalhos começaram com a discussão do direito de tendência na Intersindical

Já arrancaram os trabalhos do XII Congresso da CGTP-IN esta manhã em Lisboa, com a aprovação quase unânime dos estatutos propostos pelo Conselho Nacional - 25 abstenções num mar de cartolinas vermelhas que votaram a favor.

No Centro de Congressos de Lisboa, onde decorre o conclave, a manhã ficou marcada com o debate do direito de tendência organizada - que os estatutos admitem como "exterior" à confederação. Acabou rejeitada uma proposta que previa que as correntes pudessem ser apoiadas pelas estruturas da CGTP.

Um dos delegados invocou um conjunto de nomes históricos da Intersindical para dizer "que não foram precisas tendências, porque eles estavam de corpo inteiro" com a CGTP. Numa intervenção muito aplaudida rematou dizendo que "a CGTP não é uma confederação de partidos, mas de sindicatos que representam os trabalhadores", que vive da "diversidade profissional, sectorial, regional, mas também ideológica".

A intervenção inaugural cabe a Manuel Carvalho da Silva, a última como secretário-geral da Intersindical, e acontecerá às 12.30. Num intervalo dos trabalhos, pelas 11.00, Carvalho da Silva ficou sentado no seu lugar no palco, a tomar as últimas notas do que será o seu último discurso como o rosto da CGTP nos últimos 25 anos.

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