António Costa radicaliza: ou vitória do PS ou o país sem orçamento

"Não há acordo possível com a coligação de direita", disse o líder do PS. Se a coligação vencer sem maioria, PS chumbará OE

No que depender de António Costa, a situação do país poderá ficar muito complicada se o PS perder e a coligação PSD-CDS vencer sem maioria absoluta. Em causa o Orçamento do Estado para 2016.

Ontem, entrevistado na Antena 1 - onde enfrentou algumas questões que ficaram de fora do frente--a-frente das rádios por falta de tempo -, o líder do PS dificilmente poderia ter sido mais claro.

A pergunta foi se viabilizaria o orçamento que uma coligação sem maioria terá de apresentar. Resposta: "A última coisa que fazia sentido é que o voto no PS, que é um voto das pessoas que querem mudar de políticas, servisse depois para manter esta política. É evidente que não o viabilizaremos [ao Orçamento do Estado] nem há acordo possível entre o PS e a coligação de direita." Garantia reforçada logo a seguir: "Não haverá."

Dito de outra forma: neste quadro não se conseguirá aprovar um Orçamento do Estado até porque, como o próprio Costa disse - para sublinhar o argumento de que "a coligação de direita não tem condições de governabilidade porque não tem condições para se entender com ninguém" -, não se imagina essa proposta a passar por exemplo pela abstenção dos partidos à esquerda do PS: "Está a ver o BE a entender-se com a coligação de direita? Está a ver o PCP a entender-se com a coligação de direita?", perguntou o líder socialista às entrevistadoras.

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