António Arnaut defende um pacto em torno do SNS

O antigo ministro dos Assuntos Socialista António Arnaut defendeu hoje um pacto em torno do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e afirmou esperar que um próximo Governo socialista reduza as taxas moderadoras para valores de 2010.

António Arnaut, fundador do PS, falava numa sessão de homenagem promovida pelo seu partido pelo 35º aniversário do SNS em Portugal, tendo ao seu lado o secretário-geral, António José Seguro, e a presidente dos socialistas, Maria de Belém Roseira.

Tendo a escutá-lo dezenas de elementos que fizeram parte do Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal (LIPP), o secretário nacional do PS Álvaro Beleza e o vice-presidente da bancada socialista José Junqueiro, o antigo ministro de Mário Soares considerou que a sua presença na sede nacional do PS "tem um significado simbólico e político".

"Justifica-se que eu tenha vindo aqui, à matriz da lei de criação do SNS - o PS -, saudar o secretário-geral e todos os camaradas", referiu.

Depois, António Arnaut considerou "um bom augúrio" o facto de o atual Governo PSD/CDS estar a assinalar o aniversário do SNS, já que desta forma "reconhece que o SNS foi uma grande conquista social, o maior sucesso da democracia portuguesa".

"Tenho divergido em muitas coisas com o ministro da Saúde, mas estou de acordo com ele quando diz que há um grande consenso nacional e que é possível um pacto social sobre o SNS. Há 35 anos que defendo isso", salientou o antigo ministro de Mário Soares.

De acordo com Arnaut, a base para um acordo alargado na sociedade portuguesa em torno do SNS deverá ser Constituição da República, porque a lei fundamental define os princípios e valores do SNS, "que tem de ser universal e tendencialmente gratuito".

"Não pode ter taxas moderadoras tão elevadas, que dificultem ou impeçam o acesso à saúde. Um próximo Governo socialista deverá reduzir as taxas moderadoras, pelo menos para o limite que tinham no Governo anterior", advogou o antigo grão mestre do Grande Oriente Lusitano, numa intervenção em que disse "ter quase tantos anos de cidadão como de socialista".

"Nunca fui outra coisa. Nós defendemos condições de igualdade, porque sabemos que só assim se dará conteúdo à liberdade. A direita só sabe o que é a liberdade económica", acrescentou.

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