Ventura diz que direita está "completamente de rastos" e acusa Rangel de ser "o mais frouxo"

Líder do Chega procurou capitalizar com as divisões internas no PSD e CDS durante o IV Congresso do seu partido

DN/Lusa

O líder do Chega considerou esta sexta-feira que "a direita está completamente de rastos", procurando capitalizar com as divisões internas no PSD e CDS, e antecipou que Paulo Rangel poderá ser "o líder mais frouxo" da história social-democrata.

Na abertura do IV Congresso do Chega, André Ventura fez um discurso de campanha eleitoral em que procurou capitalizar com as divisões internas no PSD e CDS, afirmando que o seu partido atravessa um "momento histórico" e que a "direita está completamente de rastos".

Abordando a luta interna do PSD, André Ventura acusou o líder social-democrata, Rui Rio, de "andar a fazer gala pelo país inteiro a dizer que, se for preciso, governa com o PS".

"Durante quatro anos, Rui Rio disse que o PS não servia para Portugal, apresentou-se como um candidato da alternativa a António Costa. (...) Agora, diz que está disposto a negociar e a viabilizar um Governo do PS. Se isto não é querer um tacho qualquer, eu já não sei o que é querer um tacho", indicou.

Quanto a Paulo Rangel, adversário de Rio nas eleições diretas para a presidência dos sociais-democratas que decorrem no sábado, Ventura salientou que, se for eleito líder social-democrata, será "o líder mais frouxo que o PSD já teve alguma vez na sua história".

"É frouxo na forma de fazer política, incapaz de lidar com os problemas cara a cara, incapaz de ter uma palavra dura para com o sistema, de lidar com os problemas sem ser politicamente correto, de fazer um bocadinho diferente daquilo que foi feito nos últimos 40 e tal anos. Paulo Rangel será o maior desastre", frisou.

O líder do Chega abordou ainda a situação no CDS-PP, acusando o seu líder, Francisco Rodrigues dos Santos, de se ter colocado "atrás de muros com medo de ir a eleições", mantendo uma atitude que qualificou como "daqui eu não saio, daqui ninguém me tira".

"O CDS desapareceu, mas isso não nos deve necessariamente deixar alegres, significa que temos que ir buscar esses votos e essas pessoas, significa que há uma grande parte do eleitorado que precisa de uma nova voz e que não os podemos deixar fugir para os partidos do sistema", frisou.

Perante este cenário, o líder do Chega apelou assim ao voto no seu partido nas próximas eleições legislativas, que irão decorrer a 30 de janeiro.

"Vêm-nos dizer que só há duas alternativas: PS ou PSD. Não, nós temos que ser essa alternativa a António Costa, é a nós que cabe essa tarefa", indicou.