"O primeiro-ministro escolhe os seus colaboradores e é responsável por isso"

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, assumiu a falha de comunicação com António Costa em conferência de imprensa depois de ter falado com o primeiro-ministro na sequência da crise aberta depois de ter anunciado uma decisão para o aeroporto de Lisboa, alegadamente sem conhecimento ao chefe do Governo.

DN
Marcelo Rebelo de Sousa.© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Rússia ameaça romper relações com a Bulgária devido a expulsão de 70 diplomatas

A Rússia ameaça romper relações com a Bulgária se o governo deste país não anular a decisão de expulsar 70 diplomatas russos por espionagem antes das 24:00 de 01 de julho, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros búlgaro.

Em comunicado, o ministério específica que a embaixadora russa na Bulgária, Eleonora Mitrofanova, entregou hoje pessoalmente "uma nota verbal".

Em "tom imperativo", as autoridades russas exigem "a retirada até às 24:00 de 01 de julho das notas (búlgaras)" que declaram 'persona non grata' diplomatas e funcionários da legação russa em Sófia, destaca o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Em caso de incumprimento dos requisitos, "a questão do encerramento da embaixada da Federação Russa na Bulgária será apresentada às autoridades russas sem demora", acrescenta.

Lusa

Marcelo: "O primeiro-ministro escolhe os seus colaboradores e é responsável por isso"

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que é "o primeiro-ministro escolhe os seus colaboradores e é responsável por isso", em relação à polémica que envolve António Costa, Pedro Nuno Santos e o novo aeroporto de Lisboa.

Em relação à decisão a ser tomada, o Presidente da República expressou o seu desejo: "Ontem ao fim da tarde disse que não conhecia o despacho. O despacho já foi ou vai ser revogado. Revogado o despacho, como será o futuro? Portugueses esperam que seja uma decisão relativamente rápida, porque é uma matéria que é discutida há uma eternidade; que seja uma decisão consensual, porque é uma solução para décadas e não há um Governo que dure décadas; e que seja consistente do ponto de vista técnico, política, económico e do Direito, para levar a sério. Para que seja possível esta decisão, está mandatado o Governo, por voto dos portugueses."

Marcelo marca declaração para as 20h10

O Presidente da República deverá falar sobre a crise política criada com o anúncio, aparentemente extemporâneo, da estratégia para o aeroporto de Lisboa.

António Costa: "O ministro não agiu de má fé"

O chefe do Governo parece desculpar o ministro das Infraestruturas, assegurando que os dois conversaram, ficando-lhe claro que "não agiu de má fé". “A confiança está totalmente restabelecida”, afirmou ainda.

Quanto às conversas que terão lugar com o PSD, pediu abertura aos sociais-democratas, argumentando que "soluções técnicas há muitas". "Não vamos trabalhar só sobre uma solução, há éne soluções."

"Estamos de espírito aberto", acrescentou. "Não sou do Partido de Alcochete, do Montijo, de Alverca, de Sintra", argumentou.

E quando houver uma decisão final, será a ele, primeiro-ministro, que competirá definir o caminho: "Quem define a orientação do Governo é o primeiro-ministro."

Costa tentou ainda desdramatizar a crise interna no Governo suscitada pelo anúncio feito ontem pelo ministro Pedro Nuno Santos (que aliás admitiu ter sido feito sem o seu conhecimento).

"Está tudo reposto e nos devidos carris!"

António Costa: "Foi cometido um erro, está corrigido"

"Foi cometido um erro, está corrigido." Com esta frase, o primeiro-ministro tentou esta tarde dar por encerrada a polémica em torno da decisão ontem anunciada pelo ministro das Infraestruturas sobre o novo aeroporto de Lisboa, decisão que foi anunciada sem o seu conhecimento, segundo disse.

Costa argumentou que os políticos também são seres humanos e portanto também cometem erros.

Agora, afirma o PM, "a orientação do Governo está restabelecida" e essa orientação é fazer avançar a construção de um novo aeroporto em Lisboa para fazer face ao esgotamento da Portela.

Costa enfatizou também, de novo, a necessidade de "um acordo com a oposição ou pelo menos com o PSD", sublinhando a necessidade de também "manter informado" o Presidente da República.

Primeiro-ministro fala às 18.00

António Costa vai visitar com o Presidente francês Emmanuel Macron uma exposição no MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia), em Belém, e antes fará declarações aos jornalistas, segundo foi anunciado pelo seu gabinete.

Ministro das Infraestruturas não se demite

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, anunciou esta tarde, numa declaração aos jornalistas, que permanece ministro, assumindo a sua "responsabilidade" na "falha relevante" que foi ontem ter anunciado a nova solução para o aeroporto de Lisboa.

Estas falhas tiveram consequências e causaram esta situação”, disse o ministro. “Penalizo-me profundamente”, disse ainda o ministro.

Esta manhã, em comunicado, o primeiro-ministro anunciou ter revogado um despacho do ministro sobre o novo aeroporto de Lisboa.

Confirma que vai continuar a trabalhar? - perguntou uma jornalista a Pedro Nuno Santos. "Obviamente", respondeu o ministro, confirmando assim que não se demite.

Pedro Nuno Santos assumiu "erros de comunicação e de articulação" que o levaram ontem a anunciar a decisão (sem avisar o PM), assumindo por esses erros a sua "total responsabilidade".

Ao mesmo tempo, admitiu os danos que esta situação provoca ao Governo e na sua relação com António Costa, afirmando-se comprometido em recuperar a confiança do chefe do Governo. "Queremos retomar a nossa relação", afirmou.

Este trabalho com o primeiro-ministro tem anos, é uma relação profissional e de amizade que obviamente não é manchada por um momento infeliz”, afirmou.

Para logo acrescentar: “Queremos obviamente ultrapassar este momento, retomar o trabalho em conjunto, construir a nossa relação de confiança e de trabalho”.

Ao contrário do que disse ontem, quando anunciou a nova solução para o aeroporto de Lisboa, Pedro Nuno Santos afirma agora a necessidade de "um consenso" com o PSD - algo em que o primeiro-ministro tem sempre insistido.

Marcelo diz que "é preciso saber esperar"

O Presidente da República afirmou hoje que "é preciso saber esperar", recusando por enquanto fazer comentários sobre a situação do ministro das Infraestruturas e a solução aeroportuária para a região de Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas quando passeava a pé com o Presidente francês, Emmanuel Macron, no Parque das Nações, em Lisboa, onde decorre a conferência dos oceanos das Nações Unidas.

"É preciso saber esperar", respondeu Marcelo, primeiro em francês e depois em português.

Lusa

Pedro Nuno Santos faz declaração às 16.30 horas

Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, vai fazer uma declaração às 16.30 horas no seu ministério.

Reunião entre Costa e Pedro Nuno Santos já terminou

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, já deixou a residência oficial de S. Bento, onde este reunido com o primeiro-ministro, António Costa, que hoje lhe revogou um despacho com a nova solução aeroportuária para Lisboa.

Costa já chegou a S. Bento e tem ministro à espera

Vindo de Madrid, o primeiro-ministro, António Costa, chegou pelas 15.05 à sua residência oficial, onde tem à espera desde as 14.30 o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

Ministro não assinou despacho que hoje Costa revogou

Afinal o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, não assinou o famoso despacho, hoje revogado pelo primeiro-ministro, onde determina uma nova solução para o problema do novo aeroporto de Lisboa.

O despacho, hoje publicado no "Diário da República", foi assinado apenas por um secretário de Estado, das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes.

Pedro Nuno Santos não assinou o despacho mas ontem apresentou aos jornalistas a nova solução aeroportuária para Lisboa.

Ambientalistas saúdam recuo em relação ao Montijo

Os ambientalistas portugueses saudaram hoje o recuo na decisão do Governo avançar na construção de um aeroporto no Montijo, mas defenderam que não devem ser "conversas políticas" a determinar o plano final.

Os ambientalistas de nove organizações (ALMARGEM, ANP|WWF, A ROCHA, FAPAS, GEOTA, LPN, Quercus, SPEA, Zero) subscrevem em comunicado conjunto que a decisão é "acertada", mas pedem o "estrito cumprimento do espírito da lei e pugnam por avaliação ambiental estratégica de âmbito alargado e sem batota".

Salientam que não é certo avançar para uma "decisão de capital importância para o país e região" sem "o respaldo de estudos técnicos apropriados".

"Está por realizar uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) à localização do novo aeroporto de âmbito abrangente, estudando sem condicionamentos políticos todas as opções possíveis no contexto de uma visão de futuro sustentável", reforçam.

Sugerem que uma "esperada mudança de pasta no Ministério das Infraestruturas" crie "finalmente as condições" para uma solução aeroportuária que inclua transporte aéreo e ferroviário.

Lusa

Ministro das Infraestruturas já está em São Bento à espera de Costa

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, que viu hoje a sua decisão sobre a novo aeroporto de Lisboa ser revogada por António Costa, já se encontra em São Bento, na residência oficial do primeiro-ministro.

O chefe do Governo, vindo de Madrid - onde participou numa cimeira da Nato - ainda não chegou.

Pedro Nuno Santos ausente do Conselho de Ministros. Mariana Vieira da Silva diz que substituições são normais

Mariana Vieira da Silva, ministra da presidência, disse agora em conferência de imprensa não ter comentários a fazer quanto ao caso. No entanto, acrescentou: "O governo mantém a intenção de resolver o problema do aeroporto e isso passa por um entendimento mais alargado. Se não for possível será necessário decidir".

Declarações que aconteceram no final de um conselho de ministros que não contou com a presença de Pedro Nuno Santos, tendo este sido substituído pelo secretário de Estado adjunto e das Infraestruturas.

"Substituições de ministro no conselho de ministros são muito normais, regulares", comentou quanto ao facto de Pedro Nuno Santos não ter estado presente. "Não faria qualquer leitura relativamente a essa substituições", acrescentou.

Quanto ao caso, Mariana Vieira da Silva remeteu para o comunicado desta manhã do primeiro-ministro, em que este anunciou a decisão de revogar o despacho de ontem de Pedro Nuno Santos relativamente aos aeroportos de Lisboa.

Livre fala em "oposição interna encabeçada por António Costa"

"A decisão de ontem não fazia nenhum sentido e ainda bem que a oposião interna do Governo, pleos vistos encabeçada pelo próprio primeiro-ministro, se encarregou de a desfazer", afirmou Rui Tavaes, do Livre à TSF.

André Ventura fala em "descoordenação governativa"

O líder do Chega considera que a revogação do despacho sobre o aeroporto de Lisboa revela "descoordenação governativa" e salienta que acontece "nos primeiros meses de uma maioria absluta".

Para André Ventura o ministro "Pedro Nuno Santos não tem condições para continuar no governo". Defende ainda que estamos a assistir ao início da luta pela liderança do PS entre António Costa e o ministro das Infraestruturas.

Marcelo mantém-se em silêncio

O presidente da República tem recusado até agora comentar o caso. Marcelo Rebelo de Sousa já foi confrontado pelos jornalistas em várias ocasiões, mas até agora ainda não fez qualquer comentário.

Deputados socialistas em silêncio sobre caso

O líder da bancada parlamentar do PS recusou hoje comentar o caso. "A condução e orientação do Governo diz exclusivamente respeito ao primeiro-ministro. No momento próprio, em função da sua agenda, dirá o que entender", disse Eurico Brilhante Dias, garantindo que o assunto "não foi objeto de debate no grupo parlamentar".

PAN fala em "trapalhada"

Inês Sousa Real, do PAN, considerou, em declarações à TSF, uma "trapalhada" a forma como o assunto foi comunicado e criticou o facto de o presidente da República e a oposição não terem sido ouvidos sobre o assunto.

"Parece-nos relevante que uma matéria tão importante para o país não tenha passado pelo conhecimento do Presidente da República ou por uma auscultação prévia de todos os partidos da oposição", defendeu a deputada.

IL diz que há "zero condições" para Pedro Nuno Santos continuar como ministro

O presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, considerou hoje que "há zero condições" para Pedro Nuno Santos continuar como ministro depois da desautorização do primeiro-ministro sobre a solução aeroportuária, apontando sinais de desagregação e confusão no Governo.

"Nós nunca fomos de pedir cabeças de pessoas porque o que interessa são as políticas que elas executam. Agora aqui já não é uma questão política, é uma questão quase de dignidade pessoal. Perante esta desautorização, eu nos sapatos do ministro Pedro Nuno Santos escrevia a carta demissão nos 30 segundos seguintes", disse João Cotrim Figueiredo à agência Lusa.

Na análise do líder liberal, "há zero condições" para Pedro Nuno Santos continuar como ministro.

Cotrim Figueiredo ressalvou, no entanto, que "cada um sabe de si".

Em declarações à TSF, o líder do partido disse que Portugal "parece uma república das bananas" e sugeriu que se está perante um "braço de ferro" entre Costa e Pedro Nuno Santos.

Lusa

Pedro Nuno Santos sai? Costa não responde...

O primeiro-ministro, falando em Madrid no final da cimeira da Nato, não responde se o ministro Pedro Nuno Santos sai ou não.

"Os temos de política nacional devem ser tratados em Portugal", afirma.

Em Lisboa, "se for necessário", voltará a falar, acrescentou, repetindo a afirmação várias vezes, confrontado com as insistências dos jornalistas portugueses.

Presidente da câmara do Seixal acha tudo "estranhíssimo"

O presidente da Câmara Municipal do Seixal considerou hoje "estranhíssimo" que um ministro anuncie uma decisão estratégica de um aeroporto internacional sem estar concertado com o primeiro-ministro.

"É estranhíssimo. Penso que não é possível um ministro anunciar uma decisão estratégica para os próximos 50, 70, 100 anos de localização de um aeroporto internacional de Lisboa e não ver essa situação nem com o Governo nem com o primeiro-ministro", disse Joaquim Santos (CDU) em declarações à agência Lusa.

O autarca falava na sequência do anúncio de António Costa de determinar ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação a revogação do despacho publicado na quarta-feira sobre a solução aeroportuária para a região de Lisboa.

Em comunicado, o primeiro-ministro "reafirma que a solução tem de ser negociada e consensualizada com a oposição, em particular com o principal partido da oposição e, em circunstância alguma, sem a devida informação prévia ao Presidente da República". Lusa

PCP fala em submissão aos interesses da ANA

A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, afirmou hoje, no Fórum TSF, que o Governo mantém uma postura de submissão aos interesses da ANA.

"O que isto revela é uma grande descoordenação, uma fragilidade das opções do Governo, mas uma questão ainda mais preocupante: entre os interesses da ANA e entre os interesses nacionais, o Governo mantém uma postura de submissão àqueles que são os interesses da ANA. É preciso ter presente que até à privatização da ANA, havia um amplo consenso no país. Não havia contestação de ninguém relativamente à solução de construção do novo aeroporto de Alcochete", considerou.

Pedro Nuno Santos de facto não falou com o PR

O ministro das Infraestruturas admitiu ontem, entrevistado na RTP, que não falou com o Presidente da República sobre a sua decisão quanto ao novo aeroporto de Lisboa.

Embora sublinhando que a relação do Governo "é ótima", Pedro Nuno Santos, questionado sobre se tinha falado com o PR sobre esta decisão em concreto (hoje revogada pelo PM): "Hoje, não." E acrescentou: "Eu não informo o Presidente da República de todas as decisões do Governo."

Bloco de Esquerda centra os ataques em Costa

A crise governamental aberta com a questão do novo aeroporto de Lisboa revela que se vive na governação "um pântano político indescritível", devendo o primeiro-ministro dar explicações por isso, disse esta manhã o líder parlamentar do Bloco de Esquerda.

"O primeiro-ministro tem de dar explicações", afirmou, falando na "condução errática" que no entender do BE António Costa tem protagonizado. "Afinal, esta maioria absoluta do PS é o pântano político", insistiu.

"É ele o responsável, é ele tem que dar explicações", insistiu o deputado bloquista.

Rui Rio: Ministro Pedro Nuno Santos "não tem condições" para continuar

O presidente do PSD, Rui Rio, afirmou hoje que o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, "não tem condições" para continuar no Governo e considerou que, se o primeiro-ministro não o demitir, o Presidente da República deve intervir.

Rui Rio falava aos jornalistas no parlamento depois de o primeiro-ministro, António Costa, ter determinado hoje a revogação do despacho publicado na quarta-feira sobre a solução aeroportuária para a região de Lisboa e reafirmado que quer uma negociação e consenso com a oposição sobre esta matéria.

"É claro para mim que o ministro não tem condições para estar no Governo (...) Se o primeiro-ministro assobiar para o ar e tentar que tudo continue na mesma, acho que o Presidente da República numa situação destas deve ter uma intervenção", afirmou o presidente do PSD, considerando que o que se passou "é algo de quase inédito".

O primeiro-ministro, António Costa, determinou hoje a revogação do despacho publicado na quarta-feira sobre a solução aeroportuária para a região de Lisboa e reafirmou que quer uma negociação e consenso com a oposição sobre esta matéria. O ministro Pedro Nuno Santos fica ou sai?

Acompanhe aqui toda a atualidade sobre esta crise no governo.