Moção de estratégia Montenegro aprovada. Paulo Rangel e Pinto Luz vice-presidentes

Este sábado, o momento mais aguardado será a divulgação dos nomes que vão acompanhar Luís Montenegro na liderança do partido.

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Futuros vices defendem que País "precisa urgentemente" do PSD

Os futuros vice-presidentes do PSD Margarida Balseiro Lopes, Leitão Amaro e Paulo Cunha defenderam hoje que o país "precisa urgentemente do partido", pelo que é necessário "fazer diferente" e abrir à sociedade civil.

"O país precisa urgentemente do PSD. Um PSD tolerante, plural, centrado nas pessoas e na dignidade de cada vida. O desafio é enorme, mas é proporcional à importância e ao papel que tivemos em momentos decisivos da nossa história", considerou a também ex-deputada à Assembleia da República, a discursar no 40º Congresso do PSD, que decorre no Porto.

Para Balseiro Lopes, "o PSD tem que olhar em frente, não pode prescindir nem ter vergonha do seu passado", mas sem ficar agarrado a ele: "Não vale a pena ficarmos presos ao passado, procurar culpados, até porque cada um de nós, ou pelo menos aqueles que o quiseram fazer, tiveram já oportunidade de mostrar discordância com o rumo que o partido seguiu", apontou.

Também numa intervenção na reunião magna do PSD, António Leitão Amaro apontou várias críticas à governação socialista dos últimos anos e salientou que cabe aos sociais-democratas "a missão de fazer diferente".

Apontando que o PSD está "na posição certa para dar um novo caminho a Portugal", o antigo secretário de Estado mostrou-se convicto de que "vai fazê-lo".

António Leitão Amaro defendeu que agora o país conhece o novo líder do PSD, Luís Montenegro, como "um grande líder parlamentar", mas vai identificá-lo a partir de agora como "um grande líder da oposição" e "um grande e o próximo primeiro-ministro de Portugal".

Paulo Cunha alegou que "fora deste congresso há um país que deseja uma alternativa a este Governo" e que o PSD está convocado "para construir essa alternativa".

O líder da distrital de Braga defendeu que isso passa por um "caminho de abertura à sociedade civil" e de "genuinidade" para alcançar credibilidade.

O social-democrata considerou também que "não basta ter boas ideias", é preciso ter "o método certo, percorrer o caminho ajustado" para alcançar resultados.

O 40.º Congresso Nacional do PSD decorre até domingo no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.

O novo presidente social-democrata, Luís Montenegro, propôs hoje como primeiro vice-presidente o eurodeputado Paulo Rangel e como restantes 'vices' o ex-candidato à liderança Miguel Pinto Luz, a ex-líder da JSD Margarida Balseiro Lopes, o antigo secretário de Estado António Leitão Amaro, o líder da distrital de Braga Paulo Cunha e a militante e jurista Inês Ramalho.

Lusa

"Que respostas tem o governo para os pensionistas, para as familias mais carenciadas?

O candidato à liderança do grupo parlamentar do PSD, diz ter o objetivo de "unir e motivar" os deputados sociais-democrata. Joaquim Sarmento quer que o grupo seja um "pilar fundamental" e propõe-se ao cargo: "Entendo que posso contribuir, com os restantes deputados, para que o grupo parlamentar se afirme cada vez mais como alternativa" perante a "incompetência absoluta" do Governo.

Depois de agradecer o papel de Paulo Mota Pinto como líder parlamentar, considerou que a experiência profissional e académica e o trabalho no Conselho Estratégico Nacional (CEN) lhe dão capacidades para liderar o grupo parlamentar.

E quetsionou: "Que respostas tem o governo para os pensionistas, para as familias mais carenciadas? Para que que quer o PS o poder? Não é para tomar as medidas que mesmo que sejam impopulares resolvam os problemas de longo prazo."

Hugo Soares pediu nova extensão do prazo de entrega das listas até às 21.30. O pedido foi aceite pelo congresso.

Baptista Leite e a polémica do aeroporto: "Aquilo a que estamos a assistir é um teatro, uma farsa"

O deputado Ricardo Baptista não tem "a mínima dúvida” que o caso entre Pedro Nuno Santos e António Costa “é uma farsa”. “Aquilo a que estamos a assistir é um teatro, uma farsa. A decisão sobre aeroporto está mais que tomada. Pedro Nuno Santos mostrou que a decisão já está tomada. Se o primeiro-ministro respeitasse os portugueses, hoje Pedro Nuno Santos já não seria ministro do governo de Portugal”, disse o social-democrata que duvida ainda da intenção de envolver o PSD na escolha do local para o futuro aeroporto: “António Costa tem uma maioria, que decida rápido.”

Baptista Leite não vê a "mesma intenção de envolver o PSD na área da saúde, da Justiça ou nas políticas de habitação”.

Marques Mendes explicou porque foi ao congresso do PSD e o que acha das listas

Luís Marques Mendes regressou aos congressos do PSD, "por uma questão de coerência". Segundo o antigo líder do Partido Social Democrata (entre 2005 e 2007) depois de ter estado nos primeiros congressos de Passos Coelho e de Rio, pelo que "não podia faltar agora". Além disso, a "solidariedade para com o partido" e a amizade com Luís Montenegro "de há muitos anos".

Marques Mendes sentou-se ao lado do líder eleito, Luís Montenegro, e assistiu ao anúncio das listas. À saída, além de explicar porque marcou presença no 40.º Congresso laranja, este sábado, no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, revelou que "ninguém tem dúvidas" de que o PSD sai unido deste congresso. "Unidade, qualidade e teve um efeito surpresa grande, há vários nomes de que ninguém estava à espera", disse o agora comentador da SIC Notícias, destacando que na política "o efeito surpresa é uma coisa positiva".

Margarida Balseiro Lopes: “O país precisa urgentemente de nós. É um PSD tolerante e plural, centrado nas pessoas”

Margarida Balseiro Lopes não quer militantes que fiquem “agarrados ao passado”. Para a nova vice-presidente, o resultado das eleições de janeiro é “o sintoma mais grave de que o PSD se desligou dos problemas das pessoas” e espera recuperar a empatia com os eleitores, "a política do real e do concreto a que tantas vezes se referia Francisco Sá Carneiro”.

Para a jovem militante laranja, a transição demorada de liderança acentuou “a perda de capital político” do PSD: “O país precisa urgentemente de nós. É um PSD tolerante e plural, centrado nas pessoas."

Ribau Esteves diz que "é tempo para assumir a condição de liderar a oposição”

Para Ribau Esteves, Portugal tem de deixar "o vermelho carregado dos cravos da esquerda e volte ao branco dos cravos distribuídos". "É preciso que a cor branca dos cravos seja a nova cor da democracia portuguesa, que deixe o vermelho carregado da esquerda e da extrema esquerda, mas o branco da paz e da verdadeira democracia. O branco dos cravos distribuídos no dia 25 de Abril pelas floristas aos militares”, disse o militante laranja este sábado no 40.º Congresso do PSD.

Ribau lembrou ainda que o Governo não tem mais três meses, mas sim mais quatro anos pela frente e é esse "o tempo para assumir a condição de liderar a oposição”.

Miguel Pinto Luz: "É uma equipa absolutamente eclética. Respira-se ar mais oxigenado no PSD"

Poucos minutos depois de ser anunciado como uma das escolhas para a vice-presidência do PSD, por Luís Montenegro, Miguel Pinto Luz falou à Rádio Observador, destacando o discurso agregador do novo líder. “Sentimos claramente que se iniciou um novo ciclo no PSD. Esta abordagem de abertura, de agregar, não fica só na palavra: fica nos atos. É uma equipa absolutamente eclética, que vai buscar todos”, disse o crítico de Rui Rio, que agora deixa a liderança do partido.

“Quem estiver numa atitude taticista à espera de uma escorregadela está a prestar um mau serviço ao partido. Hoje é preciso olhar o partido a quatro anos e não a ciclos curtos. Precisamos de capacidade explicativa”, disse Miguel Pinto Luz, apontando baterias ao Primeiro-ministro: "O doutor António Costa abanou as pernas na semana passada e acho que hoje o PS percebeu que terá um PSD forte pela frente."

Moção de estratégia de Montenegro aprovada sem votos contra e só com duas abstenções

Paulo Rangel e Pinto Luz vice-presidentes

Luís Montenegro anuncia os nomes escolhidos para os órgãos nacionais que serão votados no domingo. E remata o anúncio a manifestar a convicção que o partido está "unido e coeso".

Mesa do Congresso - Miguel Albuquerque

Vices da Mesa do Congresso - José Bolieiro e José Manuel Esteves

Comissão de Auditoria Financeira - Nunes Liberato

Conselho Jurisdição - José Matos Correia

Conselho Nacional - Carlos Moedas

Maria Luís Albuquerque

Teresa Morais

Luís Menezes

Pedro Calado

Pedro Nascimento Cabral

Comissão Política Nacional

1.º vice Paulo Rangel

Miguel Pinto Luz

Margarida Balseiro Lopes

António Leitão Amaro

Paulo Cunha

Inês Ramalho

Secretário-geral - Hugo Soares

Academia de Formação - Carlos Coelho

Conselho Estratégico Nacional - Pedro Duarte

Coordenador autárquico - Pedro Alves

Movimento Acreditar - Pedro Reis

Carlos Moedas: "Estamos prontos, ou não estamos prontos para mudar este país? Estamos prontos!"

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, na sua intervenção no Congresso do PSD, lembra que o partido está à beira de fazer 50 anos e que deu os maiores ciclos de crescimento do país. Com isso arrancou palmas do congresso.

"Temos o propósito do desenvolvimento económico para as pessoas, e a igualdade para as pessoas. E sempre que nos unimos à volta desta missão o país ganhou e o PSD ganhou", disse Moedas

O social-democrata indicou ter "orgulho" no passado e no "futuro" do PSD. "O país está à tua espera e estou contigo para o que der e vier, Luís [Montenegro]", e continuou: "Porquê? "Porque tens fibra de líder, a tua calma, a tua capacidade de ouvir. Para pensar o país".

Carlos Moedas fala da autarquia que preside: "Vejam o meu exemplo na Câmara de Lisboa que ganhei há oito meses e o PS ainda não acredita, pensa que ainda manda, mas não manda!. "A câmara é dos lisboetas que querem quem os ouça e os respeite".

Moedas deixou alertas aos companheiros de partido: "O perigo é o divisionismo, somos o partido da união da sociedade. O que vemos à nossa esquerda e à nossa direita, são os que querem dividir. Porque as pessoas já não querem saber se é público ou privado querem é resolver os seus problemas e nós somos o partido da união"

Sobre o aumento do custo de vida, Carlos Moedas indicou que este Governo "não propõe nada, só pensa na tática. O maior desafio do custo de vida vai aumentar tanto nos próximos anos que os que se preparem vão ser os melhores".

"O PSD tem de estar na solução dos mais pobres e mais desfavorecidos. Temos de baixar os impostos e o dinheiro arrecadado a mais com a inflação tem de voltar para as pessoas".

"O maior desafio do nosso partido, é trazer as pessoas que já não querem estar na política". E com isso Carlos Moedas pediu aos jovens do partido que mobilizem outros

"Se tivermos a coragem de ouvir as pessoas e de estar com elas, e mesmo aquelas que não dizem o que queremos ouvir, então vamos ganhar. Foi assim que chegámos a São Bento depois de sete anos de Socratismos e em Lisboa após 14 anos de socialismo", explicou incentivando, no final do do seu discurso, a plateia do Congresso:

Estamos prontos, ou não estamos prontos para mudar este país? Estamos prontos!"

Foi o discurso mais empolgante da tarde no Pavilhão Rosa Mota e que colocou os congressistas de pé.

Jorge Moreira da Silva promete não fazer oposição e dar o seu contributo como militante de base

O ex-adversário de Luís Montenegro subiu ao púlpito sob palmas do congresso do PSD.

Começou por se dirigir a Rui rio, com quem não partilhou as mesmas posições. Mas afirmando que o partido deve muito ao líder cessante, teve "comportamento de estadista" quando era mais fácil fazer coro com os populistas.

Depois as palavras para Luís Montenegro, de quem é "amigo", e que felicitou pelo "discurso marcante" da abertura do congresso. "O discurso de um candidato derrotado é sempre difícil porque é lido à lupa", admite.

"Não venho apresentar propostas, mas dar uma justificação aos militantes. Os olhos estão colocados em nós, no Luís, nos autarcas, nos deputados, nos militantes de base porque vivemos momento único", diz e explicou; "No meio da maior crise global dos últimos 70 anos temos um Governo que não sabe para onde vai e está refém dos interesses dos seus membros."

Jorge Moreira da Silva afirmou que temos "um primeiro-ministro mais a pensar em cargos em Bruxelas do que na resolução dos problemas dos portugueses. "Foram seis anos de um governo de gestão, que não foram aproveitados para reformar o país."

Acusa o Governo de estar "em desagregação acelerada" e lembra que o PSD tem de estar à altura das suas responsabilidades históricas. "Nunca falhámos a Portugal, foi sempre o partido a recuperar Portugal."

Lembra que apesar das legislativas estarem previstas para 2026, adverte o partido para se preparar "de imediato com políticas para colocar Portugal, em 2030, no topo dos indicadores humanos e de bem-estar social."

"Uma sequência de vitórias nos próximos quatro anos implica verdade, integridade, unidade e compromisso". Como candidato derrotado assegura que "da minha parte", Luís Montenegro terá "todas as condições de unidade e estabilidade que são essenciais para o cumprimento do seu mandato".

Mas unidade, advertiu, "não pode significar unanimismo, este é o PSD não é um partido de pensamento único, e penso que o Montenegro dispensa esse presente envenenado."

Jorge Moreira da Silva lembrou as propostas da sua moção de estratégia de revisão estatutária do partido, que o transformasse em partido de causas, a rejeição do diálogo com o Chega, e uma vaga de reforma.

Por isso, apesar de toda a "simpatia" de Luís Montenegro "entendi que o melhor interesse do partido não devia integrar as listas do partido", porque colocaria a integridade nas ideias e nos projetos".

Afirma que o seu contributo para a unidade para por outra postura. "Não encabeçarei qualquer lista ao Conselho Nacional, nem promoverei lista de oposição, não sou líder de fação e quem me apoiou não será aposição. Como militante de base dar o meu contributo" a todos os níveis do partido.

Rangel "totalmente disponível para colaborar"

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel mostrou-se hoje, sábado, "totalmente disponível para colaborar" com a nova liderança e disse estar ao lado de Luís Montenegro, mas recusou esclarecer se vai integrar os novos órgãos do partido.

"Eu estou claramente ao lado da nova liderança, estou totalmente disponível para colaborar naturalmente como deputado europeu, como dirigente da presidência do PPE, onde há um grande trabalho a desenvolver, portanto com certeza que o partido pode contar comigo, como sempre contou", afirmou aos jornalistas à chegada ao Pavilhão Rosa Mota, no Porto, onde decorre até domingo o 40.º Congresso Nacional do PSD.

Paulo Rangel recusou, no entanto, esclarecer se vai integrar as listas para algum dos órgãos do partido que serão eleitos no domingo, considerando que a "questão dos órgãos não interessa".

(Lusa)

Assunção Esteves e Marques Mendes marcam presença no congresso

Assunção Esteves, ex-presidente da Assembleia da República, e Luís Marques Mendes, ex-presidente do PSD, chegam ao Congresso no Porto.

Quando Paulo Mota Pinto os anuncia, há aplausos no Pavilhão, e ambos sentam-se junto ao novo presidente social-democrata, Luís Montenegro.

Miguel Pinto Luz arrasa liderança de Rio e ataca PS: "Ficará na história como o maior destruidor do Estado-social"

O antigo candidato à liderança do PSD recorda que comentadores dizem que o problema do PSD é o excesso de divisões internas. "Passou a ser expllicação para quase tudo".

Garante que no PSD o problema não foi excesso de debate, "foi o querer acabar com isso e ter uma pureza de pensamento, foi perder tempos mais a convidar a sair, do que convidar outras a entrar por aquelas portas. Culpar os outros pelos nossos fracasso foi coisa que fez escola no PSD", afirma numa alusão direta à direção de Rui Rio, com quem se confrontou em diretas.

"Há também quem governe o País desta maneira." Lembra que o executivo perante os problemas do SNS pede aos portugueses para não adoecerem, há seca pede para tomarem menos banhos e há dois aeroportos e há um erro de comunicação.

"A falta de unidade é um sintoma, é um aviso para o futuro, que o líder não está a fazer o seu trabalho. Um líder que não é capaz de mobilizar todos os seus militantes, todos os que pensam diferente, também não consegue mobilizar o país, não ganha o coração dos portugueses", insiste em palavras dirigidas a Rio.

"Estou muito feliz porque vejo caras que não vejo há muito tempo". Assegura que não está a ajustar contas com o passado recente, mas apenas a falar por "genuína preocupação com o futuro".

Vem depois o ataque ao PS, o "da falência do Estado, que desqualifica o SNS, que prepara mal o país, de ministro basófias, que perante um raspanete histórico mostra que o mais importante é estar agarrado à cadeira do poder. "

"PS ficará na história como o maior destruidor do Estado-social", concluí. E acaba a assumir-se montenegrista porque, frisa, "é do PSD".

Álvaro Amaro pede que PSD continue
a fazer tremer as pernas de Costa até cair

O eurodeputado social-democrata lembra que Pedro Passos Coelho em 2015 falou que vinha aí o diabo, e caiu Carmo e a Trindade. Mas "ele tinha mesmo razão" e agora "vem aí, está aí a inflação e a falta de política que a combata".

"Parece que somos um partido em que estamos condenados, o diabo só não chegou porque Costa chegou ao poder e o país tinha saído da bancarrota", relembrou Álvaro Amaro, antigo presidente da Câmara da Guarda.

Dirige-se a Montenegro: "Disseste que alguém fez tremer as pernas de António Costa, há situações em que se treme e não se cai, mas compete-nos a nós, a todos nós, que ele continue a tremer e na altura certa o façamos cair, seja em 2024 ou em 2026."

Miguel Albuquerque: "Quem não quer participar deixe de
chatear e deixe construir esta alternativa"

O presidente do governo Região Autónoma da Madeira assegura que Portugal está parado há décadas na mesma página, a de estagnação. "Estamos a caminho de ser o país mais pobre da UE".

"Só o PSD pode sacudir a decadência do país e a alternativa para mudar este estado lamentável a que chegámos."

Miguel Albuquerque diz que é decisivo que o partido garante a unidade, para a confiança dos portugueses e para se assumir como alternativa ao PS. Rejeita os "egos exacerbados", "e o aparelhismo mais mediocre".

"Por isso quem não quer participar deixe de chatear e deixe construir esta alternativa", lança recado aos eventuais críticos de Montenegro.

Assegura que o PSD não tem razão para omitir os grande serviços que prestou a Portugal, que sempre fez os ciclos de tranformação económica, desde Sá Carneiro, Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho, que teve a missão de salvar Portugal da bancarrota. "Não temos de ter vergonha do nosso passado".

Miguel Albuquerque, que é falado para encabeçar a lista oficial à Mesa do Congresso, rejeita a ideia de que o partido esteja a desaparecer e cita todos os eleitos. "Somos um grande partido, o único capaz de mobilizar os setores mais dinâmicos da sociedade e sem ter de pedir à esquerda para tomar as decisões".

Presidente dos Autarcas Social Democratas ataca insegurança do país

Hélder Sousa Silva, presidente dos Autarcas Social Democratas (ASD) diz que o pilar da sociedade é a segurança, e "nesta área muito corre mal aos portugueses". Afirma que é uma "trapalhada da extinção do SEF" que é um processo "criminoso" o que está a ser feito. "É o caos nos aeroportos", acrescenta.

Considera "inaceitável" a falta de efetivos da PSD e GNR. "Há patrulhamento de proximidade nas vossas vilas e aldeias?" - questiona.

Fala também dos bombeiros, "que são único agente de proteção civil que é tratado como de segunda classe, praticada diariamente por este Governo."

Ângelo Pereira: ""Chegou a hora de acertar o passo e temos urgência"

O líder da distrital de Lisboa do PSD diz acreditar convictamente que "irá mudar de página" e haverá a "ambição que nos falta".

"Precisamos de liderar uma alternativa política clara e reformista. O PSD precisa romper com a conversa mole dos comentadores encostados à situação", diz Ângelo Pereira.

"Chegou a hora de acertar o passo e temos urgência porque as populações sentem essa urgência. O PS está a destruir o SNE, a Escola pública, os jovens sem futuro e os mais velhos sem proteção", afirma.

Carlos Reis levanta congresso com elogio rasgado a Passos Coelho

Carlos Reis, delegado por Lisboa, levantou o congresso quando defendeu o legado de Pedro Passos Coelho, que disse ter sido "um erro" não ter sido valorizado.

As palmas e o "PSD, PSD" gritado pelos delegados fez-se ouvir no Pavilhão Rosa Mota.

Moreira da Silva avisa que "existem outras dimensões" além da unidade

O candidato a líder do PSD derrotado, Jorge Moreira da Silva, avisou hoje que a "unidade é um momento importante" para o partido, mas "existem outras dimensões".

"A unidade é um momento importante para o futuro do partido, mas existem outras dimensões para além da unidade", alertou, à chegada ao pavilhão Rosa Mota, no Porto, onde decorre o 40.º Congresso do PSD.

Questionado sobre o discurso do presidente eleito, Luis Montenegro, o candidato derrotado nas eleições diretas de 28 de maio mostrou-se agradado: "Gostei da intervenção na medida em que é uma intervenção combativa, que faz uma crítica forte ao desnorte que se vive hoje com o Governo e que preanunciou um conjunto de propostas".

Segundo Moreira da Silva, o presidente eleito fez um "belíssimo discurso, com uma boa reação dos militantes".

O ex-ministro de Passos Coelho recusou-se a adiantar qual será o seu papel no partido de futuro, prometendo que o fará no seu discurso perante os delegados.

"Acho que é uma questão de princípio (...) considero que é meu dever, em primeiro lugar, dizer aos militantes aquilo que eu vou fazer nos próximos tempos, em que medida é que eu interpreto os apelos à unidade e como eu próprio me envolverei nesse esforço", disse.

Lusa

Ricardo Rio lança desafios a Montenegro:
"Não fiquemos a ver os aviões"

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, lembra que o líder eleito do partido tem um longo caminho em que não vai poder prescindir de ninguém. "Todos juntos é que somos o PSD", afirma.

"Os portugueses estão à espera de em quem confiar", diz e elenca três questões com que os portugueses se preocupam. "Não é saber qual a posição do PSD sobre o aeroporto. Não fiquemos a ver os aviões", afirma.

As questões são o impacto do custo da energia; a inflação nos bens essenciais; o risco de colapso do SNS.

Com problemas no hospital da sua cidade, subinha que "seria alarmismo falar disto, mas quando temos num dos melhores hospitais do país problemas em obstetri ciaa e cirúrgia pediátrica do Hospital de Braga sem resposta é importante que seja esta uma destas prioridades do PSD." Sugere que Luís Montenegro reúna já na segunda feira com as ordens profissionais da Saúde.

Deixa ainda questões para o partido responder. Qual a proposta de subida do salário médio no nosso país, qual o nível de pensões que aceitamos e como atrair talento na Administração Pública? "Não é fazer leilão público de promessas, mas de balizar as nossas propostas e de as apresentar claramente ao nosso eleitorado."

O PSD tem de ser o principal embaixador do crescimento inclusivo e sustentável, assegura o autarca. "Gostaria de ver o PSD já no próximo ano a apresentar um relatório de sustentabilidade". Esta foi, aliás, uma das propostas de Jorge Moreira da Silva, na sua moção de estratégia.

E deixa um último desafio a Montenegro: "Vamos ter um debate sobre a regionalização e julgo que não há processo se o PSD não tomar esse processo. Pelo que ouça as bases do PSD".

Cristovão Norte: "O PSD até incentivou o nascimento
de partidos que disputam o eleitorado que é o nosso"

O presidente da distrital de Faro do PSD, que foi preterido por Rui Rio nas listas do PSD, sobe ao púlpito para criticar as opções do líder cessante. "Ao longo dos últimos anos temos desperdiçado um crédito que tinhamos junto dos portugueses o que deu hegemonia ao PS. "

Porquê?- pergunta. "Os portugueses são tolos. Não temos uma boa governação, mas não temos a capacidade de dar a resposta isso. Individualmente e coletivamente a responsabilidade é nossa", assegura.

Na sua ótica, não há resposta para os jovens, para a classe média, e aos pensionistas. Este PSD, hoje liderado pelo Luís ou Jorge, frisou tem de combater a "ideia arrogante" que havia alguém messiânico que iria acabar por ter razão. Palavras dirigidas a Rui Rio, que nunca mencionou.

"O PSD até incentivou o nascimento de partidos que disputam o eleitorado que é o nosso", acusa ainda. E questiona: "Em que se distingue o PSD?"

"Temos um partido racista e xenófobo. É preciso dizer não ao Chega"

Um delegado José Miguel Ramos, o membro mais novo na lista que Rio escolheu para a Comissão Política Nacional, sobe ao púlpito para demarcar águas políticas entre o PSD e os outros partidos à sua direita, como o Chega e a a IL. "Temos um partido racista e xenófobo que se chama Chega. Só há um caminho é dizer não, com aquelas pessoas não", defende.

José Miguel Ramos insiste que o PSD não é a Iniciativa Liberal, e dá vários exemplos sobre a igualdade de oportunidade que o seu partido defende. “Não somos a IL e temos de ficar apenas com o que é bom e com o que é mau”.

Recorde-se que Luís Montenegro nunca fechou totalmente a porta a um eventual diálogo com o partidos à direita do PSD, incluindo o de André Ventura.

"O PSD é o partido que pode meter fim a estes 20 anos de socialismo", rematou.

Filipa Roseta pede a Montenegro que erga
bandeira do combate à pobreza

A veredadora da Câmara de Lisboa, Filipa Roseta, afirma que desde 1974 o PSD se propõe a uma "missão quase impossível", que é "defender os mais fracos e a liberdade". Somos, diz "o único espaço político que assumimos esta missão, porque a maior ameaça na sociedade é a pobreza. Das crianças, dos que não trabalham e os que trabalham."

"Temos que pôr como bandeira do PSD erradicar a pobreza", afirma a autarca, desafiando Luís Montenegro. Recorda que em 1993, Cavaco escreveu decreto a dizer "vamos erradicar as barracas" e conseguiu construir milhares de casas, num projeto que foi acabado por António Guerres.

"Temos um batalhão de mulheres na rua a trabalhar contra a pobreza, são o nosso grande exército, a nossa linha contra a pobreza", afirma. E conclui: "Conseguimos menos pobreza se crescermos."

Filipa Roseta fala ainda contra a burocracia que "é a lama que impede o crescimento da nossa economia."

Carlos César e Nuno Melo no encerramento da reunião magna no domingo

O presidente do PS, Carlos César, lidera a comitiva socialista que marcará presença no domingo no encerramento do Congresso do PSD, sessão na qual estarão ainda presentes representantes do Chega, IL, PCP, PAN, Livre e CDS-PP.

Além de Carlos César, a delegação do PS integrará ainda o secretário-geral adjunto, João Torres, e o coordenador da delegação socialista no Parlamento Europeu, Manuel Pizarro.

Já sem representação parlamentar, o CDS-PP será o único partido que inclui o seu presidente na delegação ao Congresso dos antigos parceiros de coligação: além de Nuno Melo, marcarão também presença os 'vices' Telmo Correia e Álvaro Castello-Branco e a dirigente Isabel Meneres Campos.

O Chega estará representado no encerramento da reunião magna do PSD, no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, pelos deputados Rita Matias e Diogo Pacheco de Amorim.

A Iniciativa Liberal irá enviar o secretário-geral, Miguel Rangel, a deputada municipal no Porto Fátima Ferreira e o coordenador do núcleo da IL no Porto, Ricardo Gouveia.

A delegação do PCP ao encerramento do Congresso do PSD será composta por Jaime Toga, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, e André Gregório da Direção da Organização Regional do Porto do PCP.

Pelo PAN, estarão na reunião magna do PSD os membros da Comissão Política Permanente do PAN, Bebiana Cunha e Paulo Vieira de Castro, enquanto o Livre estará representado por Filipa Pinto do Grupo de Contacto.

Segundo informação recolhida pela agência Lusa junto dos diferentes partidos com assento parlamentar, apenas o BE estará ausente no encerramento da reunião magna social-democrata, como acontece habitualmente nos congressos do PSD.

Também o presidente independente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, aceitou o convite do partido para estar presente no encerramento do 40.º Congresso do PSD "a convite do partido.

Lusa

Pinto Luz pede fim das "recorrentes lutas intestinas" no "novo ciclo"

O ex-candidato à liderança do PSD Miguel Pinto Luz considerou este sábado que no partido se "abriu claramente um novo ciclo" e uma "nova forma de fazer oposição" e apelou ao fim das "recorrentes lutas intestinas e internas".

À entrada para o 40.º congresso do PSD, o também vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais assegurou que não será candidato a qualquer órgão nacional do partido, afirmando que se sente representado.

Para Pinto Luz, o discurso de Luís Montenegro na abertura dos trabalhos "trouxe esperança, abriu claramente um novo ciclo no partido, com respeito pelo passado", o que é "muito importante", sobretudo a "vontade de agregar e de juntar".

"Ontem iniciou-se um novo ciclo, um ciclo que já tarda, já tardava ao PSD, mas que hoje é, para mim, claro que há esperança num futuro melhor para Portugal", afirmou, comentando o discurso do líder eleito do PSD.

Segundo Miguel Pinto Luz, a comunicação de Montenegro ao congresso iniciou "uma nova forma de fazer oposição", com um "discurso aguerrido, longo, mas com substância, com densidade, que culminou com uma oposição clara, séria, ao PS".

Para o ex-líder da distrital do PSD de Lisboa, uma das vozes mais criticas da liderança de Rui Rio, contra quem concorreu nas diretas de 2020, o ciclo que agora o partido começa "tem de ser de quatro anos objetivamente".

Lusa

Luís Montenegro deve anunciar os nomes escolhidos
para os órgãos nacionais às 18:00

Com muito atraso os trabalhos do 40.º Congresso do PSD são retomados, com o Pavilhão Rosa Mota muito vazio. O líder eleito deverá pedir para interromper os trabalhos por volta das 18:00 para anunciar os nomes escolhidos para os órgãos nacionais.

Carlos Moedas para o Conselho Nacional e
Miguel Albuquerque para a Mesa do Congresso

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, deverá ser a escolha de Luís Montenegro para encabeçar a lista oficial ao Conselho Nacional, órgão máximo entre congressos, segundo fontes sociais-democratas.

E o Observador está a adiantar que o presidente do governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque, encabeçará a lista oficial à Mesa do Congresso, que agora é presidido por Paulo Mota Pinto. Miguel Albuquerque foi mandatário nacional de Luís Montenegro na candidatura às diretas.

Como o DN escreveu há duas semanas, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, também foi convidado pelo líder eleito do PSD para integrar as sua equipa, como vice-presidente do mesmo órgão, mas o próprio não confirmou esse convite aos jornalistas.

O congresso suspende trabalhos para almoço

O 40.o Congresso do PSD suspendeu os trabalhos até as 15:15 para almoço. Mas já antes o Pavilhão Rosa Mota estava a ficar deserto, já que uma grande maioria dos delegados já tinham saído.

De tal forma, que Sofia Vala Rocha considerou uma "falta de respeito" pelos militantes que os delegados representam e outro delegado pediu ao presidente da Mesa do Congresso, Paulo Mota Pinto, para intervir.

Sofia Vala Rocha defende a mudança de geração no partido
e pede mais representação das mulheres. "Não somos jarras"

A delegada por Lisboa garante que o PSD "não precisa da tutela de ex-presidentes do partido, mesmo os que são Presidente da República, (numa alusão a Marcelo Rebelo de Sousa) para governar o PSD e o país".

“O PSD tem governado este país”, afirma, frisando que o PSD governa “grande parte do território”, nomeadamente através das autarquias, mas admitiu que tem de se fazer “algumas mudanças”.

Sofia Vala Rocha defende a transição de geração no PSD e de género. "Há um problema crónica de representação de mulheres", recordando que há muitas mulheres eleitas no poder local, mas muito poucas foram cabeça de lista nas eleições. "Não somos jarras", adverte.

Dos Estados Unidos um alerta sobre os "portugueses sem abrigo"

O representante do PSD dos Estados Unidos, Mário Filipe Soares, intervém para alertar para a falta de resposta dos consulados portugueses aos pedidos de ajuda sobre os emigrantes portugueses que passam dificuldades naquele país e já são conhecidos como os "sem-abrigo" portugueses.

"Cidadãos portugueses não são só os que dão voto", diz e incentiva o PSD a agir no Parlamento contra esta "vergonha" e "drama".

Pede respeito pelas comunidades portuguesas.

Ataque a Rio veio de Faro: "Foi um período bizarro.
É fazer tudo ao contrário"

O primeiro ataque ao líder cessante veio de Faro, pela voz de Henrique Gomes. Os acontecimentos ultrapassaram-nos e o congresso não é a capa de jornal que já foi. É um sinal da encruzilhada do nosso partido”, afirma o delegado da distrital do Algarve. Afirma que Rui Rio não foi cooperante com a distrital que representa.

“Foi pena. Calaram as nossas melhores vozes e mandaram para o banco dos suplentes alguns dos melhores parlamentares que o PSD já teve”, diz. Uma referência sem nomes, mas que aponta para Cristóvão Norte, Emídio Guerreiro, Duarte Marques ou Pedro Rodrigues, que não tiveram lugar das listas de Rui Rio.

“Foi um período bizarro, uma espécie de sede vacante em que não tivemos quem nos representasse. Agora, Luís, é fazer tudo ao contrário”, defende.

Hugo Soares, Pedro Reis, Carlos Coelho e Joaquim Sarmento
sentados ao lado de Luís Montenegro

Na coreografia do 40.º Congresso, no Pavilhão Rosa Mota, como seria de esperar, já se destacam algumas das figuras com as quais Luís Montenegro contará para a sua equipa nos órgãos nacionais do partido, que serão conhecidos este sábado.

Ao seu lado, na primeira fila das dos delegados ao congresso, estão Hugo Soares, que é falado para secretário-geral do partido, Joaquim Sarmento, que já se sabe que é o escolhido pelo ainda líder eleito para se candidatar à liderança da bancada, Carlos Coelho, o antigo eurodeputado que foi diretor da sua campanha à presidência do PSD, e Pedro Reis, antigo presidente do AICEP.

Começa o rol de intervenções políticas

Terminado o período de apresentação das moções temáticas, começa o das intervenções políticas. O presidente da Mesa do Congresso, Paulo Mota Pinto, anunciou "muitas dezenas de inscrições", como é tradição nos congressos sociais-democratas.

Cada orador tem três minutos, mas os delegados podem ceder tempo uns aos outros, até seis minutos. Muitas vezes as figuras mais destacadas do partido acabam por exceder o tempo regulamentar.

José Manuel Bolieiro: "A maioria já começou a degradação"

O presidente do governo regional dos Açores defende que o PSD tem de liderar a visão reformista do país. A derrota de uma maioria absoluta de 24 anos nos Açores "ancorou-se", frisa, numa proposta reformista, garante. O que tem de se replicar no país, insiste, até porque a maioria do Governo "já começou a degradação".

Defende que o PSD não deve caminhar pela política do bota abaixo, mas pela explicação das propostas aos portugueses.

José Manuel Bolieiro, que conquistou o governo dos Açores em coligação como CDS e PPM, embora sem maioria, pede o aprofundamento da autonomia regional e à adequação das políticas do Estado às regiões, com diferenciação positiva. Traça depois o quadro de governação nas regiões autónomas assente, diz, numa "visão reformista".

O Governo da República "não deve nem pode" excluir as regiões das medidas com caráter nacional, diz Bolieiro "Quando está em causa o desenvolvimento dos Açores e da Madeira não há assuntos só da região ou do Estado", afirma. Sublinha que não pode haver "desconfiança" mútua entre o Governo central e as regiões autónomas.

Pede o estabelecimento de um círculo eleitoral próprio para o Parlamento Europeu e o financiamento da insularidade, ou seja a alteração de financiamento das regiões autónomas que assegure "estabilidade" e que lhes conceda mais competências na área da fiscalidade, nas zonas marítimas e na Justiça. Aponta para uma revisão constitucional que aprofunde as autonomias regionais.

Leiria "exige mais", do PSD e ao Governo

Hugo Oliveira, da distrital de Leiria, apresenta a moção "Leiria exige mais", a começar por uma reorganização do PSD.

Recorda que que a região contribui com mais de 4% do PIB nacional e tem no seu ADN o sentido empresarial. "Para ser território mais competitivo tem de exigir mais saúde", diz. Afirma que o centro hospitalar de Leiria "é um caos" e exige a construção de um novo hospital.

Para fixar pessoas no distrito, é preciso afirma mais habitação, com incentivos fiscais para combater a interioridade. Hugo Oliveira pede também mais acessos, aeroportuárias, rodoviárias e ferroviárias.

Recorda que os Incêndios deixaram uma "ferida" no território, por isso exige a reflorestação.

Montenegro: "PSD está a viver período de grande unidade e coesão"

Neste momento estão a ser apresentadas as moções temáticas e as intervenções das figuras mais carismáticas do partido, como Jorge Moreira da Silva, o ex-opositor de Montenegro, e de Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, só devem acontecer durante esta tarde de sábado.

Luís Montenegro já chegou ao Pavilhão Rosa Mota, no Porto, onde decorre a reunião magna, e afirmou aos jornalistas que o partido está a "viver um período de grande unidade e coesão".

“Eu creio que toda a gente já percebeu que estamos a viver um período de grande unidade e coesão no PSD, isso é importante, é aquilo que o pais espera de nós, e vamos dar essa resposta ao país”, disse.

Mota Pinto admite resultado negativo,
mas "à 2.ª feira é fácil ganhar no totobola"

O ainda presidente da Mesa do Congresso Paulo Mota Pinto admitiu este sábado, no segundo dia do 40.º Congresso do PSD, que se pode tirar a conclusão de que o PSD não conseguiu convencer os eleitores, mas disse que "à segunda-feira é sempre fácil ganhar ao totobola".

À entrada no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, até domingo, Paulo Mota Pinto, foi questionado sobre o discurso de arranque de Luís Montenegro, no qual disse que o PSD tem de ter a humildade de reconhecer que "não são os eleitores que estão errados", mas o partido que não os está a conseguir convencer.

"Na medida em que o resultado objetivamente foi negativo, podemos sempre tirar essa conclusão, agora era preciso dizer o que é que poderia ter feito melhor em concreto. À segunda-feira é sempre fácil ganhar ao totobola, objetivamente o resultado foi mau, não foi bom, nós reconhecemos", considerou o ainda líder parlamentar Mota Pinto, que deixará este cargo a pedido de Luís Montenegro.

Já sobre a posição expressa pelo novo presidente quanto ao futuro aeroporto de Lisboa -- de aceitar dialogar com António Costa, mas recusando chantagens sobre 'timing' e conteúdo -, Paulo Mota Pinto manifestou concordância.

"É uma posição inteligente, de abertura ao diálogo e de continuidade das posições que foram assumidas pela direção anterior, mas também colocando condições e contexto para o diálogo. O PS não pode usar o diálogo com a oposição com intuitos estratégicos para se ilibar das suas responsabilidades", defendeu.

Recorde-se que Paulo Mota Pinto sai da liderança da bancada do PSD a pedido de Luís Montenegro, que escolheu para a uma candidatura ao cargo Joaquim Morais Sarmento.

Lusa

Radiografia do PSD. Um partido em mudança

Que partido vai Luís Montenegro, já o 19.º presidente dos sociais-democratas, receber das mãos de Rui Rio? Na reunião magna que ontem arrancou no Porto vão estar muitos dos autarcas deputados e dirigentes do PSD espalhados por todo o país.

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Já arrancou o segundo dia do congresso do PSD

Este sábado, o momento mais aguardado será a divulgação dos nomes que vão acompanhar Luís Montenegro na liderança do partido, sobretudo nas vice-presidências, já que até agora apenas Hugo Soares é dado como certo para secretário-geral, uma vez que fez a transição de pastas com o ainda detentor do cargo, José Silvano.

A dúvida é se Montenegro fará uma direção com o núcleo duro dos seus principais apoiantes - entre os quais se contam além de Hugo Soares, Pedro Duarte, Pedro Alves, Paulo Cunha, Margarida Balseiro Lopes, Carlos Coelho, António Leitão Amaro ou Pedro Reis - ou se irá 'abrir' a outras correntes do partido.

O prazo para a apresentação de listas aos órgãos nacionais termina às 18:00 e Luís Montenegro deverá seguir a tradição dos anteriores líderes Rui Rio e Pedro Passos Coelho e anunciar as suas escolhas aos congressistas a partir do púlpito.

Os trabalhos já arrancaram com a discussão das sete propostas temáticas que sobraram de sexta-feira (já foram discutidas 12), seguindo-se o período de discussão política, onde estão prometidos discursos como o do candidato derrotado nas últimas diretas, Jorge Moreira da Silva, ou o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.

Moreira da Silva não irá apresentar lista ao Conselho Nacional e a mesma opção tomaram o ex-candidato à liderança Miguel Pinto Luz e Carlos Eduardo Reis, que também tem apresentado listas com peso significativo ao chamado ‘parlamento’ do partido.

Lusa