"Amigos de Seguro governam com Merkel na Alemanha"

No comício desta tarde, em Lisboa, os bloquistas cerraram fileiras contra o PS, que Marisa Matias acusa de defender uma "austeridade fofinha", apelando à esquerda que vote 'útil' da esquerda no BE.

O coordenador nacional do Bloco de Esquerda, João Semedo, reforçou, esta tarde no comício em Lisboa, o ataque cerrado ao PS e à candidatura socialista ao Parlamento Europeu. Para o dirigente bloquista "não basta um slogan da 'Mudança'. Para mudar é preciso libertar o país da austeridade, dos credores. Quem promete a mudança tem que lhe dar um significado concreto, reestruturar a dívida e rasgar o Tratado Orçamental". Semedo não tem dúvida que a "mudança" dos slogans do PS "é um engano" e o voto neste partido "um desperdício". E concretizou: "O voto no PS de António José Seguro e de Francisco Assis é um desperdício", apelando aos "homens e mulheres de esquerda" que "olhem para a Alemanha, porque os amigos de António José Seguro governam ao lado de Merkel e votar em Francisco Assis é estar a ajudar o PS a vir governar com Pedro Passos Coelho".

Marisa Matias subiu ao pódio para falar da "apregoada saída limpa" e da "limpeza" que "um pequeno grupo próximo do Governo tem feito ao que era de todos nós», referindo as privatizações da dos CTT, da ANA-Aeroportos, da EDP e a prevista da TAP. A cabeça de lista do BE entende que este dia 17 de Maio, que o Governo festejou como a "saída limpa da Troika" foi também a "limpíssimas saídas" de Luís Arnaut, que foi vice-presidente do PSD, para a Goldman Sachs; de Vítor Gaspar, o ex-ministro das Finanças para o FMI; e de Fernando Catroga "que negociou o memorando de entendimento com a Troika" para a EDP, "onde foi ganhar milhões".

A eurodeputada, entende que o "caminho" a seguir não pode "nem a austeridade do Governo, nem a austeridade 'fofinha' que aparece nos cartazes da 'mudança'. Temos de nos afastar da austeridade e procurar uma saída, que não seja para alemão ver. E isso tem obrigatoriamente que passar pela reestruturação da dívida para libertar recursos para a economia crescer".

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