Alegre diz que PS tem de "lutar pela maioria absoluta"

Histórico socialista diz que perante uma esquerda com quem é difícil dialogar e uma direita com quem é "impensável" uma aliança, só há uma solução: a maioria absoluta.

No discurso que fez no XX Congresso do PS, Manuel Alegre, apontou a "maioria absoluta" como a "solução" para o atual quadro político. "Não é fácil dialogar com partidos da esquerda que não querem dialogar, nem querem ser solução de poder", apontou por um lado. Mas, sublinhou o histórico socialista, é "impensável uma aliança com aquela direita que quase destrui Portugal".

"Nós não somos um PSD-, somos um PS+", apontou Alegre, exemplificando com o que "António Costa fez em Lisboa e [que] vai fazer no país". Com uma linha a seguir: "Governar em nome da esquerda dos valores contra a direita dos interesses."

"Sei que António Costa, assim como Mário Soares há 40 anos, saberá preservar a autonomia estratégica do PS e saberá resistir aos cantos de sereia para que o PS se transforme numa muleta da direita, ou mesmo no terceiro partido da direita portuguesa", disse ainda.

No início da sua intervenção, ao final da tarde, na FIL, em Lisboa, o antigo candidato presidencial falou do caso Sócrates, mas também sem nomear o nome do ex-primeiro-ministro detido em Évora. Os socialistas, disse, "souberam responder ao forte choque emocional e colocar acima dos seus sentimentos" a ação política do partido. "Essa é uma grande vitória política do António Costa, do congresso e de todos os socialistas", sublinhou.

Durante a sua intervenção, Alegre pôs de pé os delegados e militantes socialistas, quando criticou Cavaco Silva, dizendo que "alguém" devia dizer ao Presidente da República "que Portugal é mais do que cavalos e mulheres bonitas".

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