Alberto Martins nega crise de legitimidade na liderança

O dirigente socialista Alberto Martins negou na segunda-feira à noite a existência de qualquer crise de legitimidade na liderança do PS, contrapondo que o processo que conduzirá ao próximo congresso foi aberto "por vontade própria" de António José Seguro.

Estas posições foram assumidas pelo ex-ministro dos governos de António Guterres e de José Sócrates em entrevista à RTP Informação, na qual defendeu que a tese de que a atual liderança do partido se encontra com plena "legitimidade política e programática".

De acordo com Alberto Martins, membro do Secretariado Nacional do PS, as reuniões da Comissão Política, que se realiza na terça-feira, e da Comissão Nacional, a 10 de fevereiro, foram convocadas "por vontade própria" de António José Seguro, para "cumprir os estatutos", acionando assim "todos os mecanismos de democracia interna".

"Nessas reuniões, o secretário-geral do PS apresentará as suas propostas sobre o que o partido vai fazer. Não há qualquer crise de liderança ou de legitimação política no PS", salientou Alberto Martins.

Interrogado sobre se existe no PS um ambiente de conspiração interna contra a direção de António José Seguro, o antigo ministro da Justiça respondeu que as questões internas "não podem pôr em causa o objetivo de combater o Governo" e referiu que "é exigível a todos os socialistas um sentido de responsabilidade".

"É necessário um grande sentido de responsabilidade, num quadro de pluralidade democrática. Não temos que dramatizar uma normalidade que faz parte da democracia interna do PS", disse, agora numa alusão ao processo que conduzirá à realização de eleições diretas para a escolha do secretário-geral e à marcação de um novo congresso.

Questionado sobre se António Costa pode não recandidatar-se à Câmara de Lisboa nas próximas eleições autárquicas, Alberto Martins alegou que "os problemas não são pessoais, mas sim gerais".

"Nenhum socialista pode arriscar perder uma câmara", acrescentou, numa referência às próximas eleições autárquicas.

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