Aguiar Branco trabalha em solução de pagamento

O ministro da Defesa Nacional, José Aguiar Branco, disse quinta-feira à noite, em Coimbra, que o Governo está a trabalhar numa solução que possibilite pagar "tão breve quanto possível" o complemento aos militares.

Numa carta enviada quinta-feira ao Presidente da República, a Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA) critica as "promessas vagas" do Governo para resolver os atrasos no pagamento dos complementos, lembrando ao Comandante Supremo das Forças Armadas que muitos dos beneficiários combateram na Guerra Colonial e que no próximo dia 10 de Junho estarão também à sua frente centenas de militares em situação de "angústia".

Na missiva, o presidente da AOFA, coronel Pereira Cracel, adverte também para a "situação insustentável" do Fundo de Pensões dos Militares, criado em 1990, quando o atual chefe de Estado era primeiro-ministro.

Em Coimbra, no final de uma conferência sobre "A dimensão estratégica da defesa", promovida pela Fundação Inês de Castro, o ministro Aguiar Branco disse que esta matéria estava a ser "trabalhada" e que tinham sido efetuados os "pagamentos que eram de caráter mais prioritário".

Quanto ao Fundo de Pensões dos Militares, o governante referiu que se trata de um problema de "sustentabilidade" que se arrasta há "muitos anos", que tem um conjunto de "necessidades que ascendem a 32 milhões ano", quando tem apenas um contributo de cerca de dois milhões de euros.

"Há aqui um desvio muito grande que tem sido nos anos anteriores mitigado com a venda de património que, neste momento, não é possível fazer-se", sublinhou Aguiar Branco.

O Ministro da Defesa Nacional garantiu que está a "trabalhar numa solução que tem em vista a resolução definitiva deste assunto e encontrar tão breve quanto possível uma situação que permita fazer o complemento daquilo que não foi pago este mês".

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