Aguiar-Branco diz que responde a dirigentes partidários

O ministro da Defesa afirmou esta quarta-feira que responde a líderes partidários como "Jerónimo de Sousa" sobre políticas que possam ameaçar a soberania nacional "e não" a dirigentes associativos como o sargento-chefe Lima Coelho.

José Pedro Aguiar-Branco, entrevistado na SIC-Notícias sobre a polémica criada pela carta aberta muito crítica que foi assinada pelo presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, coronel Manuel Cracel, frisou que o texto "deveria ter ido para os líderes parlamentares" e não para ele.

Aguiar-Branco justificou a sua posição com o facto de a carta se referir a casos polémicos como os do BPN ou das parcerias público-privadas, que são exteriores às Forças Armadas e, nessa medida, não estão na esfera de competências das associações socio-profissionais de militares.

Repetindo que "o País não tem dinheiro" para sustentar as atuais Forças Armadas, Aguiar-Branco disse ser "absolutamente vital aumentar o produto operacional" das Forças Armadas e ajustá-las ao orçamento disponível.

Vivendo-se "uma situação de exceção" que "obriga a sacrifícios excecionais" dos portugueses, o ministro da Defesa garantiu estar a "trabalhar com as chefias" para resolver problemas como o das promoções sem aumentar as verbas do setor.

Isso poderá passar, adiantou, pela eliminação de algumas funções, cujo preenchimento está estatutariamente atribuído a certos postos, bem como pelo fim da multiplicação de estabelecimentos de ensino, de hospitais ou de estabelecimentos fabris.

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