Águas de Portugal é um "desafio"

O ex-vice-presidente da Câmara do Porto, Álvaro Castello-Branco, justifica a saída para a empresa Águas de Portugal com "o desafio para exercer novas funções públicas".

"Sucede, porém, que um desafio para exercer novas funções públicas me leva ao afastamento da área da autarquia, impossibilitando a continuação do meu mandato", escreve Castello-Branco, do CDS/PP, no pedido de suspensão de mandato enviado ao presidente da autarquia, numa carta a que a Lusa teve acesso.

Na carta, que faz parte da proposta de suspensão de mandato que vai ser votada na reunião camarária de terça-feira, não consta qualquer data.

Castello-Branco requereu, na missiva dirigida a Rui Rio, a suspensão do mandato "pelo período máximo previsto na lei, ou seja, 365 dias".

O ex-vereador do Ambiente diz ter sido "com sentido do serviço público" que aceitou tomar posse como vice-presidente da Câmara do Porto" e que foi "com grande honra e dedicação" que desempenhou as funções, "procurando trabalhar sempre em prol da cidade".

Na carta, Castello-Branco manifesta "a mais elevada consideração pela Câmara do Porto e seus elementos" e agradece ao Rio a "forma cordial e exemplar com que se estabeleceu a relação institucional e pessoal com todos os vereadores".

O Governo anunciou a 10 de janeiro que Castello-Branco fora nomeado para a administração da Águas de Portugal, mas só na terça-feira, dia 17, a Câmara confirmou a saída e anunciou as alterações no executivo.

A Câmara do Porto vota, na terça-feira, o pedido de suspensão de mandato de Álvaro Castello-Branco, do CDS/PP, que deixa a autarquia depois de ter sido nomeado pelo Governo para a administração das Águas de Portugal.

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