"A ideia de acordo entre partidos é sempre mal vista"

António Barreto acusa as elites políticas portuguesas de rejeitarem sempre acordos a longo prazo, apesar de os cidadãos pedirem esse entendimento. E defende que só um consenso entre partidos, nomeadamente PS e PSD, pode permitir que se faça a verdadeira reforma do Estado.

Em entrevista n'O Estado da Nação, o Presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos afirma que a Constituição portuguesa foi uma espécie de apólice de seguro da democracia, mas já não serve para governar. Lamenta que, ao nível político, se tenha chegado ao ponto em que "basta o Governo dizer A para, no mesmo instante, o PS dizer B", ainda que um acordo de concertação e colaboração pós-troika entre ambos os partidos resolvesse, na sua opinião, "metade do assunto cautelar".

António Barreto sustenta ainda que só os portugueses são responsáveis pela situação a que o País chegou, e que Portugal foi fortemente afetado pela crise mundial porque estava em situação demasiado vulnerável. No começo da recuperação, acusa o Governo de pouco ter feito para preparar e assegurar o investimento futuro.

Assinala também que o problema da natalidade não tem escapado à demagogia dos últimos governos. E aponta que o País corre riscos de tornar-se um "estaleiro de idosos" dentro de 30 a 40 anos, o que poderá ser negativo se se perder a vitalidade e a criatividade.

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