89 mil pela defesa de funções sociais do Estado

A CGTP entregou hoje uma petição à presidente da Assembleia da República com mais de 89.000 assinaturas em defesa das funções sociais do Estado e prometeu continuar a lutar contra a sua destruição.

"Cada assinatura desta petição tem um significado especial, porque foram dedicados 10 ou 15 minutos a cada pessoa para saber quais eram os seus anseios em relação ao tema. Nenhuma assinatura vai ficar esquecida, é um compromisso de futuro para a CGTP, que promete continuar a lutar pela defesa das funções sociais do Estado", disse aos jornalistas o secretário-geral da Intersindical, Arménio Carlos.

Segundo o sindicalista, as assinaturas foram recolhidas "num espaço curto de tempo" e "com grande diversidade de pessoas". Seis mil assinaturas resultaram de recolha online e as restantes resultaram de contactos diretos.

A CGTP-IN entregou a petição à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, no dia do 37.º aniversário da Constituição da República Portuguesa, para lhe recordar que após o 25 de Abril os portugueses passaram a ter acesso à proteção social e a um conjunto de direitos sociais que representam o avanço civilizacional, mas que "hoje estão a ser retirados".

Arménio Carlos considerou a audiência com Assunção Esteves como um encontro positivo que permitiu à CGTP e à presidente da Assembleia da República "aprofundar ideias sobre as funções sociais do Estado".

"Estamos numa fase em que é preciso aprofundar a defesa dos direitos, liberdades e garantias e é preciso lembrar isso, sobretudo hoje, dia de aniversário da Constituição", disse o líder da Inter, que liderou a delegação que se reuniu durante cerca de uma hora com Assunção Esteves.

O sindicalista defendeu ainda que a atual situação do país, com elevado desemprego e quebra nos direitos sociais, "justifica a intervenção de todos porque se trata do bem estar de todos que está em causa".

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