14 advogados no julgamento do BPP

Começou esta manhã nas varas criminais de Lisboa o julgamento de João Rendeiro, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital, três ex-administradores do Banco Privado Português acusados de burla qualificada.

Numa pequena sala de audiência do Campus de Justiça, 14 advogados representam os três arguidos e assistentes do processo. O coletivo de juízes do processo-crime 'Privado Financeiras' é liderado por Nuno Salpico.

O advogado do antigo presidente do BPP José Miguel Júdice afirmou hoje que o ex-banqueiro "vai poder finalmente começar a defender-se" em tribunal da acusação de burla qualificada em tribunal, depois de "ter sido julgado na praça pública" nos últimos cinco anos. "Iremos demonstrar que os factos não foram como estão a ser relatados", declarou José Miguel Júdice antes de entrar para as varas criminais de Lisboa, onde hoje se inicia o julgamento de um dos processos relativos ao caso BPP.

Jose Miguel Júdice, que juntamente com João Medeiros assegura a defesa de João Rendeiro, salientou que é tribunal e não a praça pública o sítio certo para que o ex-banqueiro preste todos os esclarecimentos, notando que Rendeiro sempre manifestou vontade de colaborar com a investigação.

Quanto à acusação de burla qualificada imputada a João Rendeiro, Júdice contrapôs que "os principais prejudicados com os investimentos do BPP foram João Rendeiro e a Privado Holding". "Foi um investimento que correu mal, mas outros correram bem", disse.

Enquanto decorre a investigação do processo principal do caso BPP, relacionado com a primeira intervenção das autoridades no banco, em 2008, e que incide sobre vários aspetos ligados à gestão, aos clientes e ao fisco, vai avançar o processo paralelo relacionado com o veículo criado no universo BPP para investir especificamente em ações do Banco Comercial Português (BCP).

Neste processo-crime da 'Privado Financeiras', a investigação começou em fevereiro de 2010 e foi concluída em fevereiro de 2013, tendo o Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) confirmado a acusação feita pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa em outubro.

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