75 anos do Dia D. O salto que fez "as pernas tremerem" ao português Pedro Isidoro

Pedro Isidoro fez parte do grupo de 300 paraquedistas que voaram de Inglaterra para saltar sobre a Normandia nas comemorações do ataque aliado

"Não há palavras para descrever" o voo sobre o Canal da Mancha e o salto sobre a Normandia com que, esta quarta-feira, um grupo de 300 paraquedistas celebrou os 75 anos do lançamento de mais de 20 mil militares aliados sobre a costa francesa, conta o português Pedro Isidoro.

A bordo de 34 Dakotas - como os que foram usados no Dia D - e escoltados pelos lendários caças britânicos Spitfire, os 300 paraquedistas foram obrigados a esperar uma hora e 45 minutos para saltar devido à chegada de uma alta entidade francesa a Caen (um dos locais das comemorações no norte de França) que obrigou a encerrar o espaço aéreo.

"Correu tudo bem. Ver as encostas de Inglaterra a desvanecerem-se no horizonte e voltar a ver solo, agora em França, enquanto enganchávamos ao avião e preparávamos o salto, fez as minhas pernas tremerem", diz Pedro Isidoro, pouco depois de participar na recriação daquele evento militar histórico - vestido com o rigor da época - em que alguns veteranos repetiram o salto feito a 05 de junho de 1944.

Na véspera, em Inglaterra, o mau tempo (chuva, vento forte) fez adiar - "tal como há 75 anos", recorda Pedro Isidoro - o previsto salto de preparação sobre o aeródromo de Duxford. "Houve um desgaste psicológico muito grande pela incerteza de se realizar o salto ou não", como acabou por ocorrer, explica o antigo sargento paraquedista do Exército, que atualmente trabalha como piloto de linha aérea no Dubai.

Esta quinta-feira, o dia em que há 75 anos ocorreu o desembarque anfíbio dos aliados, "toda a Normandia está em festa e tudo fechado com os chefes de estado por aqui", acrescenta ainda o português.

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