Submarino português inicia primeira missão operacional com uma mulher a bordo

Primeira submarinista da Marinha integra a guarnição do Tridente, que vai estar dois meses numa missão da UE no Mediterrâneo.

O Tridente partiu nesta segunda-feira para o Mediterrâneo, tornando-se o primeiro submarino da Marinha a realizar uma missão operacional com uma mulher a bordo, a primeiro-marinheiro Noemie Freire.

Identificar rotas marítimas usadas por redes clandestinas de tráfico de migrantes no Mediterrâneo é o objetivo da primeira operação real a cumprir por Noemie Freire, indicou o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Esta missão do Tridente entra assim para a centenária história de submarinos militares portugueses, inaugurada em abril de 1913 com a entrada ao serviço do Espadarte.

O navio com 36 militares a bordo - Noemi Freire desempenha funções como "marinheira submarinista de operações", precisou o EMGFA - vai participar na Operação Sophia, integrado na Força Naval da UE para o Mediterrâneo (EUNAVFORMED).

A missão do Tridente, sob o comando do capitão-tenente Ribeiro da Paz, tem uma duração prevista de dois meses e envolve o seu envolvimento na Operação Sea Guardian, da NATO, informou o EMGFA.

O navio vai disponibilizar "as suas capacidades e sistemas para a recolha de elementos de informação no âmbito do conhecimento situacional marítimo na região do Mediterrâneo, que serão partilhados com a estrutura de comandos marítimos da Aliança", precisou o Estado-Maior-General.

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