Costa admite extensão das medidas de lay off

O primeiro-ministro esteve esta tarde no Parlamento para mais um debate com os deputados. O Novo Banco esteve na berlinda.

O Governo poderá vir a adotar medidas de prolongamento no tempo das medidas de lay off. A modalidade exata em que essa medida será eventualmente prorrogada não foi ainda revelada. Atualmente, nenhuma empresa pode estar em lay off mais do que três meses

Essas medidas serão discutidas segunda e terça-feira pelo primeiro-ministro com os partidos partidos em audiências em S. Bento onde o tema principal será o orçamento suplementar que o Governo tenciona apresentar no Parlamento em junho.

A confirmação da eventual prorrogação do lay off surgiu esta tarde, pela boca do primeiro-ministro, no Parlamento, em mais um debate quinzenal com os deputados, respondendo o chefe do Governo a João Almeida.

A transferência recente de mais 850 milhões de euros do Estado para o Novo Banco, através do Fundo de Resolução, foi o tema mais dominante nas perguntas que os deputados fizeram a António Costa.

Rui Rio denunciou que o Novo Banco já custou sete mil milhões de euros aos contribuintes. O chefe do Governo, pelo seu lado, afirmou que o Fundo de Resolução terá legitimidade para exigir dinheiro de volta caso se prove que há má gestão no banco. Costa voltou a assegurar que os empréstimos do Estado ao Fundo de Resolução não ultrapassarão 3900 milhões de euros.

O debate começou com o deputado do PAN André Silva a considerar que Mário Centeno não está em condições de transitar diretamente do ministério das Finanças para governador do Banco de Portugal. Costa, na resposta, não admitiu nem excluiu essa hipótese, dizendo apenas que ouvirá os partidos quando tiver de substituir Carlos Costa à frente do banco central (o mandato termina em 27 de julho).

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