PSD quer salário mínimo igual no público e no privado e acima dos 700 euros em 2023

"O salário mínimo na função pública é cerca de 6% mais elevado", salientou o presidente do PSD, Rui Rio.

O PSD defendeu nesta quarta-feira que o salário mínimo nacional (SMN) "tem de ser igual no público e no privado" e que em 2023, no final da próxima legislatura, ultrapasse os 700 euros.

"O PSD defende que o SMN tem de ser igual no público e no privado. O PSD defenderá em sede de concertação social que o SMN suba sempre acima da inflação e da produtividade, de forma que em 2023 ultrapasse os 700 euros", refere o documento com as linhas fundamentais do programa eleitoral do partido sobre natalidade, luta contra a pobreza e reforma da Segurança Social, apresentadas nesta quarta-feira pelo presidente do partido, Rui Rio.

Em 2019, o SMN foi fixado em 600 euros.

"O salário mínimo na função pública é cerca de 6% mais elevado", salientou Rio, apontando que, nesse setor, foi fixado em 635 euros.

Para o presidente do PSD, "o salário mínimo que se praticar no público tem de ser igual ao que se praticar no privado".

Combater pobreza infantil. PSD defende adoções mais rápidas

As medidas relativas ao salário mínimo inserem-se no capítulo do programa da luta contra a pobreza, com o PSD a defender a criação de uma unidade de missão para coordenar unidades locais que combatam "bolsas de pobreza", no âmbito de um plano nacional de redução deste flagelo.

Para combater a pobreza infantil, os sociais-democratas defendem uma melhoria da intervenção no acolhimento de crianças e jovens em risco e adoções mais rápidas.

"Como sabemos, os processos de adoção levam muito tempo e levam os casais a desistir, temos de voltar a olhar para esse tema para que a adoção, com a devida segurança, possa ser mais célere", defendeu Rui Rio.

Um plano de erradicação dos núcleos de habitação precária e degradada ainda existentes no país, em articulação com as autarquias, completa as medidas prioritárias do PSD de combate à pobreza, cujos custos o PSD contabiliza na verba prevista pelo partido para o investimento público (e que, no total, ascende a 3,6 mil milhões de euros).

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