PSD apresenta candidatos às europeias no sábado para "mobilizar as tropas"

Embalado por melhores resultados nas sondagens, o PSD apresenta publicamente os seus candidatos às europeias no domingo, no Luso. Um momento destinado a "mobilizar as tropas" no partido para a campanha eleitoral.

O PSD reúne os candidatos às europeias no próximo sábado, no Luso, para os dar a conhecer ao País, apesar da lista já ter sido aprovada há algum tempo. Esta é uma forma de partir mesmo para a pré-campanha eleitoral e mobilizar as bases do partido para o combate eleitoral.

Paulo Rangel encabeça a lista, que nos restantes cinco lugares elegíveis, já que o sétimo é mais imprevísivel, e tem a seu lado Lídia Pereira, que é líder da maior organização de juventude da Europa, o YEP; o eurodeputado José Manuel Fernandes; o ainda presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro; Maria da Graça Carvalho , antiga ministra do Ensino Superior; e a candidata indicada pela Madeira, a atual eurodeputada Claúdia Monteiro de Aguiar.

Neste encontro, participarão também Carlos Moedas, comissário europeu, o secretário-geral do PSD, José Silvano, e os diretores de campanha. O dia será destinado também a uma espécie de formação política.

O foco da campanha de Paulo Rangel, e parece estar a dar resultado nas intenções de voto, é atacar sem piedade o governo e o rival do PS às europeias, Pedro Marques, considerado no círculo do PSD "um candidato fraco". O cabeça de lista social-democrata já adjetivou o adversário várias vezes, nas mais recentes digressões pelo país: "mau ministro", "mau negociador" e sem "pensamento europeu".

Um discurso muito diferente do que Rui Rio que, em recente entrevista à Antena 1, voltou a deixar entreaberta a porta a um possível entendimento com o PS após as eleições legislativas. E fê-lo ao dizer que o que é preciso é afastar PCP e BE do poder, o que traduzido por miúdos, dará que se o PS não tiver maioria absoluta, como apontam as sondagens, então os sociais-democratas estariam disponíveis para se aliar ao partido de António Costa.

Como o DN tinha adiantado há duas semanas, nesta fase de pré-campanha eleitoral e depois na própria campanha, Rui Rio vai ter uma agenda muito articulado com Paulo Rangel para que ambos invistam ao máximo nas eleições para o Parlamento Europeu. É uma eleição importante para Rio não só porque é a primeira em que estará envolvido enquanto líder do PSD como ditarão o ritmo com que o partido se irá lançar às legislativas. Um bom resultado a 26 de maio será decisivo para olear a máquina do PSD.

Nas europeias de 2014, o PSD correu coligado com o CDS, num momento em que os dois partidos estavam unidos no governo. Com a saída de Portas e de Passos, nem Rui Rio nem Assunção Cristas fizeram o movimento para se entenderem e, os dois partidos correm sozinhos às urnas. A liderar a lista centrista está Nuno Melo, que também integrou a lista de 2014 encabeçada por Paulo Rangel.

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