Portas apela ao voto no CDS para evitar "maiorias de esquerda radicalizadas"

Ex-líder do partido também atira a uma eventual maioria absoluta, afirmando que estas "nunca acabam bem". Portas esteve em campanha em Aveiro, Assunção Cristas em Vila Real.

Paulo Portas participou esta quarta-feira numa ação de campanha em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, onde apelou à "concentração de votos" no CDS para evitar "maiorias de esquerda radicalizadas".

"Aqui em Aveiro, como noutros distritos, se o CDS não eleger o segundo deputado, quem o vai eleger é um dos partidos da esquerda e, por isso, é preciso concentrar votos para proteger a capacidade de ter mais um deputado do centro direita no parlamento em vez de termos um que vai contribuir para maiorias de esquerda radicalizadas", disse o anterior líder do CDS, que deixou a presidência do partido em 2016.

Portas alertou para os efeitos nefastos das maiorias absolutas de um só partido, afirmando que estas "nunca terminam bem", porque "os governos deixam de se esforçar e passam a abusar".

O ex-vice-primeiro-ministro, que aceitou ser mandatário da candidatura do CDS às legislativas no distrito de Aveiro, falava após uma visita à empresa Simoldes - uma ação que decorreu sem a presença da presidente do partido, Assunção Cristas, que à mesma hora estava noutra ação de campanha em Vila Real.

"Estou fora da vida política, mas sempre disse que ajudaria o partido em tempos de campanha, porque acho que é essa a função de quem o dirigiu durante 16 anos e, portanto, sempre disse que seria amigo do partido nos momentos decisivos. Se as circunstâncias forem difíceis ainda mais necessário é esse gesto", explicou.

Paulo Portas escusou-se, no entanto, a esclarecer se irá participar em outras ações de campanha.

"Para já ficamo-nos por aqui e o resto se verá com o tempo", disse, recusando-se também a comentar o regresso de Manuel Monteiro, outro ex-líder do partido, ao CDS.

Portas acrescentou ainda que o facto de ter aceitado ser mandatário da candidatura dos centristas em Aveiro era um sinal de agradecimento ao povo do distrito.

"Fui eleito seis vezes deputado por Aveiro. Bati-me por estas terras e estas gentes e fui sempre muito bem recebido. Quando passei o testemunho há quatro anos, sempre achei que os deputados do CDS que foram eleitos, o João Almeida e o António Carlos Monteiro, saberiam honrar esse compromisso e fazer muito bom trabalho. Foi exatamente isso que aconteceu", concluiu.

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