PJ faz buscas na Direção-Geral da Autoridade Marítima

Operação da Judiciária às instalações daquela direção-geral situadas em Lisboa foi desencadeada esta quarta-feira.

Agentes da PJ estiveram esta quarta-feira nas instalações da Direção-Geral da Autoridade Marítima (DGAM) para recolher elementos sobre processos de contratação pública realizados entre 2012 e 2019.

A informação foi divulgada pela Autoridade Marítima Nacional (AMN) na sua página digital.

A operação realizou-se no âmbito de um inquérito a cargo do Ministério Público "relativo a procedimentos de contratação pública" num período de sete anos que abrange os mandatos de três diretores-gerais: os vice-almirantes Cunha Lopes (2010-2015), Silva Ribeiro (2015-2016) - atual chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas - e Sousa Pereira (desde 2016).

Realização de obras e aquisição de material para operação e manutenção são no essencial as áreas que envolvem a celebração de contratos públicos.

Esta operação da PJ reaviva a acusação feita há anos contra o vice-almirante Cunha Lopes por alegado envolvimento em negócios suspeitos enquanto diretor-geral da Autoridade Marítima e que acabaram por conduzir à sua exoneração do cargo.

No entanto, em 2016, Cunha Lopes instaurou um processo contra responsáveis da Marinha que redundaram na inédita acusação judicial contra o então chefe do Estado-Maior da Marinha, almirante Macieira Fragoso, e o atual comandante naval, vice-almirante Gouveia e Melo.

O julgamento está agendado para o último trimestre deste ano e no Campus da Justiça, em Lisboa, segundo fontes ligadas ao processo.

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