PAN quer saber por que estão a morrer as abelhas no Campo Grande

Partido diz que uma "análise preliminar" aponta para o uso de pesticidas proibidos.

O PAN pediu esclarecimentos à Câmara de Lisboa sobre a morte de abelhas que tem vindo a ser detetada nos jardins do Campo Grande, em Lisboa, admitindo que esta situação se possa dever ao uso indevido de pesticidas.

De acordo com um comunicado do partido, "nos últimos dois meses, dezenas de abelhas de várias espécies têm sido encontradas mortas junto à ciclovia do Jardim do Campo Grande, na horta comunitária da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e na zona do hipódromo".

O Pessoas-Animais-Natureza acrescenta que "uma análise preliminar a alguns dos animais mortos aponta para uma contaminação por tipos de pesticidas que não podem ser usados na Europa e que deviam obedecer a regras estritas de utilização" e lembra que a lei portuguesa proíbe o uso de pesticidas e herbicidas nos espaços públicos, exceto em situações excecionais, que têm de ser autorizadas.

"Se for confirmado que a causa da morte destes animais tem origem no uso de pesticidas, tal pode ser considerado contraordenação ou até crime, uma vez que os vestígios encontrados nas abelhas mortas correspondem a pesticidas cuja utilização foi proibida", refere, em comunicado, a deputada municipal Inês de Sousa Real. "Não podemos ignorar a extrema importância que as abelhas têm no equilíbrio do nosso ecossistema, pois são responsáveis pela polinização da flora selvagem e das culturas que alimentam pessoas e animais. Sem abelhas, o nosso ecossistema fica destruído", acrescenta ainda.

O PAN dirigiu, por isso, um requerimento ao executivo autárquico, para saber se foi feita alguma intervenção dos serviços municipais nos jardins do Campo Grande e se foi aplicado algum pesticida no local.

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