Premium Os primeiros sete dias em liberdade: restrições na banca, nus no jornal

Com o triunfo do Movimento das Forças Armadas, há um país que acelera, e as páginas do DN refletem essas mudanças: Angola e Moçambique deixam de ser referidos na secção de notícias Portugal, a atualidade política ocupa grande espaço e leem-se nomes de mortos na Guerra Colonial.

Na noite de 24 de abril de 1974, quando já as senhas da Revolução se preparavam para ecoar na rádio, Joan Sutherland cantou La Traviata na sala do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, mas a única mulher caída nessa noite foi a ditadura.

No dia 26 de abril, o jornal, que era uma voz oficial do regime do Estado Novo, põe na rua a notícia de que tinha sido rasgada a ditadura na madrugada de 25. A manchete a toda a largura em cinco linhas anuncia com um tom aparentemente resignado: "Golpe de Estado às primeiras horas de ontem. O Movimento das Forças Armadas triunfou e anuncia a entrega do governo a uma Junta de Salvação Nacional presidida pelo general António de Spínola."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Legionela

Maioria das vítimas quer "alguma justiça" e indemnização do Estado

Cinco anos depois do surto de legionela que matou 12 pessoas e infetou mais de 400, em Vila Franca de Xira, a maioria das vítimas reclama por indemnização. "Queremos que se faça alguma justiça, porque nunca será completa", defende a associação das vítimas, no dia em que começa a fase de instrução do processo, no tribunal de Loures, que contempla apenas 73 casos.