Oitenta militares a caminho de Vila de Rei

Proteção Civil pediu o apoio das Forças Armadas para operações de vigilância e rescaldo dos fogos que estão a lavrar em Vila de Rei.

Quatro pelotões de 20 militares cada, dois da Marinha e dois do Exército, estão a ser projetados para realizar operações de vigilância e rescaldo dos incêndios que este domingo estão a atingir Vila de Rei.

A informação foi divulgada há pouco pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) nas redes sociais e surge depois de esta manhã já ter sido enviada uma cozinha de campanha e uma equipa de 10 militares do Exército para aquela localidade.

O envio para Vila de Rei de mais 80 militares, 40 da Marinha e 40 do Exército, surge depois de novo pedido feito pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e permite libertar os bombeiros para continuarem a combater o fogo.

"Estes militares somam-se aos 172 que já se encontram nas mesmas funções em grande parte do território nacional", indicou o EMGFA.

Esse efetivo está dividido em dois grupos: um, com 44 patrulhas, intervém no âmbito do Plano Faunus em ações de vigilância, dissuasão e "sensibilização da população", em apoio ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas; o segundo, de 23 patrulhas, atua no quadro do Plano Hefesto (vigilância e dissuasão) e em apoio à ANEPC.

Desde sábado que várias frentes de fogo estão a lavrar em zonas florestais do distrito de Castelo Branco, nomeadamente Vila de Rei e Sertão, com as chamas a alastrarem até Mação (distrito de Santarém).

O trabalho dos operacionais no terreno foi esta tarde dificultado pela "rotação do vento e aumento de temperatura", segundo este responsável. "Passámos a ter ignições em sítios onde as forças de combate estavam menos preparadas", admitiu o comandante operacional do agrupamento distrital do centro-sul da Proteção Civil, Luís Belo Costa, em conferência de imprensa.

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