O que vão fazer Portugal e a ONU pelo militar que perdeu as pernas na República Centro-Africana?

PCP quer saber que tipo de apoios recebem os militares feridos em missões externas onde atuam como capacetes azuis.

Três semanas após o acidente que obrigou a amputar as pernas do soldado comando Aliu Camará, durante uma operação ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana (RCA), o PCP perguntou esta quinta-feira que apoios terá o militar em Portugal e da ONU.

"Que apoios são atribuídos aos militares que desempenham missões em nome das Nações Unidas" e "que medidas e apoios de cariz social vão ser prestados a este militar e sua família" foram duas das questões dirigida pelo deputado comunista Jorge Machado ao ministro da Defesa.

Alui Camará ficou gravemente ferido num acidente ocorrido no passado dia 13 de junho, durante uma viagem logística na região de Bouar (350 quilómetros da capital, Bangui), quando a viatura blindada Humvee em que seguia se despistou e capotou.

Além do traumatismo craniano, o militar português sofreu um "traumatismo grave dos membros inferiores" que obrigou à amputação das duas pernas, informou na altura o Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Jorge Machado adiantou ao DN que está em causa saber também "quais são os mecanismos e dispositivos legais que vão ser acionados para ajudar à recuperação do militar e para a sua inserção na vida ativa".

O soldado comando foi transferido horas depois para Lisboa, tendo acompanhamento médico a bordo da aeronave Falcon 50 da Força Aérea que o foi buscar a Bangui.

Saber "para quando está prevista a atribuição" dos apoios a que o soldado tem direito é outra das questões colocadas pelo PCP.

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